Esportes
Real Madrid pede saída de presidente de LaLiga após comparação com nazismo
Clube exige renúncia de Javier Tebas após declarações polêmicas
A longa briga entre o Real Madrid e Javier Tebas, presidente de LaLiga e vice da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), por causa do caso Negreira, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira. O dirigente acusou a emissora de TV do clube de usar métodos de Joseph Goebbels, ministro do regime de propaganda nazista alemão. Revoltada, a direção merengue soltou uma longa nota de repúdio na qual exige a renúncia imediata de Tebas.
Há tempos, o Real Madrid cobra de Javier Tebas punição ao Barcelona por supostos pagamentos milionários a empresas de José Maria Enriquez Negreira, que foi vice-presidente do Comitê de Árbitros da Espanha e dirigente da RFEF entre 2001 e 2018. O dirigente, porém, jamais aceitou as denúncias de corrupção esportiva em LaLiga, descartando favorecimento à esquadra catalã e desconsiderando as reclamações do clube madrilenho, que foi à UEFA cobrar penalidades.
O novo episódio da guerra de bastidores ocorreu após um desabafo do Real Madrid através de sua TV, na qual foram definidos Tebas, a RFEF e a LaLiga como "farinha do mesmo saco" no caso Negreira, devido à falta de explicações e punições.
Em resposta, o presidente de LaLiga usou o nazismo como justificativa. "Esse método lembra as técnicas de propaganda empregadas por Goebbels. Repetição sistemática, construção de um inimigo e subordinação dos fatos à narrativa. A comparação é com essas técnicas de propaganda, não com uma ideologia ou, claro, com os torcedores do Real Madrid", disse.
A declaração deixou os dirigentes madrilenhos enfurecidos, e a resposta veio pesada: "Diante das declarações de Javier Tebas, presidente da LaLiga e vice-presidente da RFEF, o Real Madrid considera absolutamente intolerável que alguém em duas posições de máxima responsabilidade no futebol espanhol recorra a comparações com os métodos de propaganda do regime nazista para desacreditar o nosso clube", afirmou o clube em nota.
O manifesto prosseguiu: "Essas declarações constituem um novo episódio de ataques reiterados de Javier Tebas contra o Real Madrid. É inadmissível que ele se aproveite de perguntas e informações de jornalistas alheios ao clube para nos desqualificar".
O Real conclui que a conduta de Tebas evidenciou uma falta de neutralidade, respeito e imparcialidade, o que seria inadmissível em qualquer instituição esportiva europeia. Por isso, o clube exigiu a renúncia imediata de Tebas. "O Real Madrid continuará a defender os seus direitos e a regeneração do futebol espanhol".
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