Economia
Acordo Mercosul-UE entra em vigor em maio e gera corrida por inteligência contábil no Brasil
Com redução tarifária em até 95% dos produtos e exigências ambientais rigorosas, empresas buscam adequação emergencial para evitar perdas de mercado e bloqueios contratuais.
BRASIL – A aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia terá início oficial em 1º de maio de 2026. A medida foi viabilizada após a promulgação no Congresso Nacional nesta terça-feira (17), estabelecendo a redução de tarifas para 91% das importações do Mercosul e 95% das exportações destinadas ao bloco europeu.
Expansão e Inteligência Financeira
A abertura comercial eliminou proteções tarifárias históricas, forçando a indústria brasileira a uma reestruturação imediata de custos. Nesse cenário, a Navecon, especialista em inteligência tributária que gerencia mais de 1.300 CNPJs, anunciou a expansão de 85% de seu quadro técnico e o aumento de mil metros quadrados em sua estrutura física.
A empresa, com sede em Navegantes e nova unidade em Brusque (SC), foca na adequação de margens de lucro e no compliance exigido pelo novo tratado e pela Reforma Tributária brasileira. Segundo Fábio Edelberg, CEO da Navecon, a demanda é impulsionada pela necessidade de rastreabilidade e aproveitamento legal de créditos tributários.
O Impacto da Aplicação Provisória
Diferente da ratificação total, a aplicação provisória aciona cláusulas comerciais e aduaneiras de forma imediata.
- Zera de tarifas: O Mercosul eliminará gradualmente impostos sobre 91% dos bens europeus.
- Certificação de Origem: Empresas que não rastrearem a procedência de seus insumos e não adotarem certificações internacionais correm risco de bloqueios contratuais já neste semestre.
Barreiras Verdes e Sustentabilidade
O acesso ao mercado europeu está condicionado ao "princípio da condicionalidade". Para exportar sem taxas, a indústria e o agronegócio precisam se adequar a mecanismos rigorosos:
- CBAM: Ajuste de Carbono na Fronteira.
- EUDR: Regulamento para produtos livres de desmatamento.
- CS3D: Diretiva de diligência em sustentabilidade corporativa.
“O mercado não espera. Em 1º de maio, a ineficiência operacional poderá ser precificada pela isenção europeia”, alerta Edelberg. O executivo reforça que auditorias imediatas são fundamentais para localizar vazamentos de capital e evitar que as organizações operem no vermelho a partir do segundo semestre de 2026.
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