Economia
"Consumidor escolherá fornecedora de energia como escolhe plano de celular", diz CEO da Voltera
Com abertura gradual do mercado livre, empresa amplia atuação oferecendo benefícios para companhias que buscam previsibilidade de custos.
A Voltera, empresa brasileira de energia, tem ampliado sua atuação aposta em soluções que trazem maior autonomia, previsibilidade de custos e acesso a energia renovável para clientes de todos os portes e segmentos.
Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o mercado livre já responde por cerca de 43% do consumo de energia elétrica do país e é amplamente utilizado por consumidores conectados em alta tensão, especialmente grandes indústrias, segmento no qual 94% do consumo industrial já está no mercado livre.
A nova fase do setor, impulsionada pela Lei nº 15.269/2025, prevê a ampliação gradual do acesso para consumidores hoje atendidos em baixa tensão, incluindo pequenas e médias empresas e residências, o que tende a acelerar a demanda por modelos mais estruturados de gestão energética.
“O consumidor vai escolher a fornecedora de energia da mesma forma que escolhe um plano de celular: comparando preço, condições contratuais e previsibilidade”, afirma Alan Henn, CEO da Voltera. “A diferença é que, no caso da energia, essa decisão tem impacto direto no custo operacional e no planejamento financeiro de longo prazo das empresas.”
"Se antes a energia era considerada apenas como um custo fixo inevitável, hoje ela é um elemento fundamental na estratégia de negócio. Afinal, ela pode influenciar diretamente o custo e a eficiência operacional, a reputação da marca e até mesmo a capacidade de inovação das empresas."
Nesse contexto, a Voltera tem a missão de revolucionar a experiência do consumidor de energia, atuando para simplificar o acesso ao mercado livre de energia e assumindo a gestão contínua do consumo, dos contratos e dos custos.
A empresa opera em escala nacional, com presença em 22 estados brasileiros, uma carteira aproximada de 40 MWm e mais de 400 unidades consumidoras ativas. Em 2025, a companhia registrou faturamento de cerca de R$ 43 milhões, impulsionado principalmente pela entrada de novos clientes no mercado livre.
A pressão sobre os custos de energia tem sido um dos principais vetores desse movimento. Em setores como serviços e indústria, a energia pode representar entre 20% e 40% dos custos operacionais. No modelo tradicional, encargos setoriais e bandeiras tarifárias ampliam a volatilidade da conta de luz. Já no mercado livre, os preços passam a ser definidos contratualmente, o que permite maior previsibilidade e controle financeiro.
Para Henn, a abertura do mercado amplia oportunidades, mas também transfere mais responsabilidade ao consumidor. “A liberdade de escolha vem acompanhada de maior complexidade regulatória. Sem informação e gestão contínua, o que deveria ser uma oportunidade de eficiência pode se transformar em risco”, afirma.
Além do impacto financeiro, a mudança também tem reflexos ambientais. A Voltera estima ter contribuído para uma economia acumulada de aproximadamente R$ 50 milhões e para a redução de cerca de 50 mil toneladas de CO₂ por meio da contratação de energia de fontes renováveis por seus clientes, integrando eficiência econômica e metas de sustentabilidade.
Com a evolução do marco regulatório, a expectativa é que a energia passe a integrar de forma definitiva a agenda estratégica de empresas e conselhos de administração. “Assim como ocorreu em outros setores liberalizados, a concorrência tende a ampliar opções e eficiência. No setor elétrico, porém, a decisão exige visão de longo prazo e gestão permanente”, conclui o CEO.
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