Economia

Inadimplência de aluguel começa 2026 em queda e atinge menor taxa dos últimos oito meses, aponta Índice Superlógica

Gustavo Neubauer 19/02/2026
Inadimplência de aluguel começa 2026 em queda e atinge menor taxa dos últimos oito meses, aponta Índice Superlógica
Inadimplência de aluguel começa 2026 em queda e atinge menor taxa dos últimos oito meses, aponta Índice Superlógica - Foto: Depositphotos
  • Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
  • Taxa foi de 3,29% em janeiro, após marcar 3,44% em dezembro
  • Imóveis residenciais de até R$ 1.000 superam os de alta renda (acima de R$ 13.000) pela primeira vez em meses e registram maior taxa de inadimplência no período
  • Imóveis comerciais na faixa de até R$ 1.000 registram segunda queda consecutiva, com taxa de 7,22% em janeiro, após 8,06% em dezembro

Fevereiro de 2026 – A inadimplência de aluguel no Brasil registrou, em janeiro, a menor taxa dos últimos oito meses, ao recuar para 3,29% ante 3,44% em dezembro – queda de 0,15 ponto percentual. Na comparação com janeiro de 2025, quando o índice também foi de 3,44%, a inadimplência apresenta a mesma redução em relação a janeiro de 2026. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a queda da inadimplência de aluguel neste início de ano é um sinal positivo e reforça a tendência percebida nos últimos meses de 2025 no Brasil”. Mas o especialista alerta: “apesar do respiro, o cenário ainda exige cautela: inflação e juros seguem no radar em 2026, com impacto direto sobre o orçamento das famílias e, por consequência, sobre a capacidade de pagamento dos inquilinos”.

Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve queda expressiva de 1,27 ponto percentual, em janeiro, com média de 4,77% contra 6,04%, em dezembro. Com este recuo, os imóveis na faixa de até R$ 1.000 registraram a maior taxa no período no segmento residencial, apesar de uma redução de 0,13 ponto percentual, saindo de 5,89% para 5,76%, em janeiro. A inadimplência de imóveis de R$ 3.000 a R$ 5.000 e R$ 2.000 a R$ 3.000 foram as mais baixas, com taxas de 1,76% e 1,82%, respectivamente.

“Apesar da queda na inadimplência na faixa de até R$ 1.000, essa categoria teve a maior taxa em janeiro, o que pode indicar um aperto maior neste início de ano para as famílias de menor renda. Ainda é cedo para cravar uma tendência: será preciso acompanhar os próximos meses para entender se é um movimento pontual, especialmente porque, ao longo de 2025, a faixa acima de R$ 13.000 concentrou os maiores níveis de inadimplência”, analisa Gonçalves.

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,22%, mas teve redução expressiva de 0,84 ponto percentual na comparação com o mês anterior (8,06%). A segunda maior taxa foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 5,48%. Já a menor foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 3,78%.


Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos caiu pela terceira vez seguida, para 2,15%, após alcançar 2,23% em dezembro; a de casas teve queda de 3,74% para 3,54%. Os imóveis comerciais também apresentaram recuo, de 4,65% de inadimplência, em dezembro, para 4,46%, no último mês.

IIL por região

Em janeiro, a região Norte voltou ao topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,03%, enquanto o Nordeste, no topo desde maio de 2025, inicia 2026 em segundo lugar, com 3,96% - uma diminuição de 1,27 ponto percentual, ante os 5,23% de dezembro.

A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,28%, um recuo de 0,25 ponto percentual, após os 3,53% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,16% – leve diminuição de 0,01 ponto percentual em relação a dezembro –, e o Sul com 2,46%, mantendo a menor taxa do país, também com queda de 0,22 ponto percentual entre dezembro e janeiro.

Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica: