Economia
Petróleo fecha em alta com ceticismo sobre reunião entre Rússia e Ucrânia e dólar fraco
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 22, acumulando ganhos pela terceira sessão seguida, em meio à desconfiança dos investidores de que um encontro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, possa não acontecer. A commodity também foi beneficiada pela queda no dólar no exterior após o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, em Jackson Hole, gerar interpretações sobre a possibilidade de o BC americano cortar os juros em setembro.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em alta de 0,22% (US$ 0,14), a US$ 63,66 o barril. Já o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,14% (US$ 0,10), a US$ 67,22 o barril. Na semana, o WTI e Brent ganharam 1,36% e 2,08%, respectivamente.
A alta expectativa por um corte de juros do Fed deveria ser mais otimista para o petróleo bruto, mas ainda há uma atitude de esperar para ver como as negociações com a Rússia vão se desenrolar, diz Dennis Kissler, da BOK Financial. O foco principal do mercado é se os EUA vão adiante com tarifas secundárias sobre a Índia por comprar óleo russo, enquanto preocupações sobre excesso de oferta permanecem, acrescenta Kissler.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta sexta que não há planos para um encontro entre Putin e Zelenski para discutir o fim da guerra. Segundo o líder ucraniano, Moscou está "fazendo de tudo" para impedir que ele se reúna com o presidente russo.
Ainda sobre o conflito, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que dará algumas semana para Putin, mas alertou que não está feliz sobre o que está acontecendo nas negociações entre os dois países. "Nas próximas duas semanas saberemos o que ocorrerá", disse ele sobre sanções à Rússia.
Quanto menos provável parecer um cessar-fogo, maior será o risco de sanções mais duras e, consequentemente, de preços mais altos do petróleo, pontua o ING.
No Oriente Médio, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e seus homólogos francês, britânico e alemão concordaram em retomar as negociações na próxima terça-feira sobre questões nucleares e de sanções, segundo a Reuters.
*Com informações da Dow Jones Newswires
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