Economia
Juros: DIs terminam perto da estabilidade, com Fed, fiscal e Ucrânia
Os juros futuros alternaram altas e baixas ao longo de toda a quarta-feira, mas sempre próximos dos ajustes anteriores, com o mercado em busca de um gatilho para os negócios. O destaque da agenda, a divulgação da ata do Federal Reserve, ficou para depois da sessão regular. Nem o tombo do dólar – nas mínimas foi para o nível dos R$ 5,12 – nem o adiamento da votação do pacotes sobre os combustíveis no Senado animaram o investidor, que também segue de olho nas tensões geopolíticas. Apesar da Rússia mostrar maior disposição à diplomacia e afirmar ter iniciado o recuo parcial das suas tropas na fronteira com a Ucrânia, a Otan alega que, na prática, não há sinais de movimentação neste sentido.
Era de se esperar que a agenda local esvaziada e o noticiário mais fraco comprometessem a dinâmica da ponta curta, que, diante das sinalizações do Banco Central, tende a apresentar maior resistência à devolução de prêmios. Por outro lado, os prêmios acumulados já elevados limitam o espaço para altas mais expressivas.
Na última hora da etapa regular, quando o dólar desceu até a casa dos R$ 5,13, as taxas ensaiaram se firmar em baixa, ao mesmo tempo em que o Senado adiava para a semana que vem a votação do pacote de combustíveis. Mas o movimento não prosperou, diante da espera pela divulgação da ata do Fed, às 16h. Praticamente formado um consenso de que o Fed vai começar a subir o juro em março, a maior expectativa era pela sinalização sobre qual seria a dose nesse início de ciclo e também quanto ao balanço da instituição. Mas o documento trouxe poucas novidades e foi lido por agentes inclusive como menos “hawkish” do que o esperado, principalmente depois de uma rodada de declarações de dirigentes do BC americano.
Essa interpretação levou o dólar à vista a fechar na mínima a R$ 5,1279 (-1,02%), em linha com o enfraquecimento global da moeda, e as taxas de juros americanas a recuarem com força. No Brasil, os DIs de prazo mais longo ampliaram a queda no pregão estendido.
Em Brasília, a votação dos pacotes para redução dos preços dos combustíveis ficou para a semana que vem, reforçando a percepção do mercado de que a falta de consenso vai enfraquecendo as chances de as propostas avançarem.
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 cedeu de 12,393% ontem a 12,375% (regular) e 12,355% (estendida). O janeiro 2025 subiu de 11,346% a 11,37% na regular e caiu a 11,33% na estendida. E o janeiro 2027 passou de 11,225% para 11,22% (regular) e 11,17% (estendida).
*Colaborou Mateus Fagundes
Autor: Denise Abarca*
Copyright © 2022 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.
Mais lidas
-
1MÚSICA
Joelson dos Oito Baixos leva o forró pé-de-serra ao Giro das Tradições nesta terça-feira (22)
-
2CULTURA
Rick e Renner: dupla que atravessou quatro décadas e teve separações e polêmicas ao longo da carreira
-
3SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
4CULTURA
Cantor Rick, da dupla com Renner, ostenta mansões nos Estados Unidos e interior de São Paulo; conheça
-
5DESASTRE CLIMÁTICO.
Poderoso furacão Polo castiga a costa do México enquanto Nolo se dirige para o Havaí.