Curiosidades
Filmes sobre 'Casa Grande & Senzala' e o pianista Kleber Mazziero estão entre os vencedores do 4º CURTA! Festival
Documentários 'Paraíso' e 'Sin Embargo, Uma Utopia' foram os escolhidos nas mostras Humanidades e Outras Janelas
“Paraíso”, de Ana Rieper, e “Sin Embargo, Uma Utopia”, de Fabiana Parra, estão entre os principais vencedores da quarta edição do CURTA! Festival, que anunciou seus premiados na noite de sexta-feira (7), no Estação Claro Gávea, no Rio. Ao todo, cinco produções foram escolhidas nas mostras Produção Canal Curta!, Outras Janelas, Brasiliana e Porta Curtas. Outros dois filmes receberam prêmios especiais. As obras dividiram mais de R$ 170 mil em premiações e serviços audiovisuais.
Eternos?
'Tirar do bolso para trabalhar':
Na mostra Produção Canal Curta!, dedicada a filmes e séries documentais, “Paraíso” levou o prêmio na categoria Humanidades. O filme parte de uma leitura crítica de “Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, para discutir como a herança colonial brasileira permanece presente nas estruturas sociais do país.
O corpo técnico foi formado pela doutora em História e professora da Universidade de Brasília Ana Flávia Magalhães Pinto; pelo psicanalista e professor da Universidade de São Paulo Christian Dunker; pela professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e cineasta Consuelo Lins; e pelo jornalista e editor do Segundo Caderno, de O Globo, Marcelo Balbio. O júri destacou a capacidade do documentário de expor a naturalização do racismo, do patriarcado e de outras formas de violência.
Na categoria Artes da mesma mostra, o vencedor foi “Raiz – Arte Afro-Brasileira”, série de Fabiano Maciel com curadoria de Rosana Paulino. A produção apresenta a trajetória e o trabalho de 20 artistas afrodescendentes brasileiros ligados à arte contemporânea.
Entre os demais destaques da premiação está “Sin Embargo, Uma Utopia”, de Fabiana Parra, vencedor da mostra Outras Janelas, que reuniu 42 obras documentais. O filme acompanha o maestro e pianista Kleber Mazziero em uma viagem a Cuba, realizada para celebrar seus 50 anos de carreira, ao mesmo tempo em que observa a realidade social e as manifestações culturais do país. Foi a única mostra do festival com inscrições abertas, e o vencedor foi escolhido pelo público.
Nas duas categorias que estrearam nesta edição, também houve espaço para títulos já conhecidos do público. “Nome Próprio”, de Murilo Salles, venceu a mostra Brasiliana, formada por 14 filmes de ficção disponíveis no streaming Brasiliana TV. O longa, estrelado por Leandra Leal, acompanha Camila, uma escritora de personalidade intensa.
Já “A Alma das Coisas”, de Douglas Soares e Felipe Herzog, foi eleito o melhor filme da mostra Porta Curtas, que reuniu 17 curtas de ficção, documentário e animação. O filme acompanha o nascimento, a vida e a morte de uma escultura carnavalesca, o boneco Babalotim. Nas mostras Brasiliana e Porta Curtas, os vencedores foram definidos por votação popular.
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