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'Não preciso de ninguém para ter orgasmo', diz Luana Piovani

Em conversa franca no videocast 'Conversa vai, conversa vem', atriz fala sobre sexualidade, fetiches e traumas com casamento

Agência O Globo - 09/04/2026
'Não preciso de ninguém para ter orgasmo', diz Luana Piovani
- Foto: Reprodução/internet

Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videocast 'Conversa vai, conversa vem' , Luana Piovani falou abertamente sobre sua sexualidade e masturbação. A atriz também revelou seus fetiches e especificidades o que busca em uma relação amorosa. Luana afirmou ainda que não acredita mais em casamento. Leia trechos da conversa:

"Vi uma pesquisa que diz que três em cada dez mulheres têm muito mais possibilidade de gozar sozinhas do que com alguém..."

"No sexo, o que menos estou procurando é o meu orgasmo. Não preciso de ninguém pra gozar. Ninguém me faz chegar lá como eu. Nunca marquei, mas deve ser coisa de dois minutos. Com mão, vibrador... Já são muitos anos, a gente já está com a prática organizada. O que quero é me relacionar, ouvir, falar, beijar, cheirar, ser tocada, tocar, receber e dar colo, eu quero receber colo. Gozo é muito fácil."

O que te dá tesão?

"Tenho essa coisa do braço, do peito, do músculo, um apego à forma física, que tento resolver na análise. Até elevei um pouco a faixa etária. Mas o negócio do corpinho ainda estou gostando. Preciso me sentir frágil."

Um paradoxo diante da mulherão forte que é... O clássico fetiche da poderosa que gosta de ser dominada na cama.

"Exatamente. Gosto de servir. As pessoas falam: 'Você não dirige? Como assim? É tão independente'. Daí, meu terapeuta fala: 'Você não dirige carro porque dirige coisa demais'. Ufa! É verdade!"

Ainda acredita em casamento?

"Tá maluca? Tenho pânico dessa palavra. Totalmente traumatizada. As pessoas vão casar e eu falo: 'Não casa!'. Vejo na rua e penso: 'Quem vai avisar a noiva que está fazendo a foto?' Sou completamente contra. Não acredito na instituição casamento da maneira como ainda ela nos é entregue até hoje.

"Sobra tudo pra gente. Ok, tem meia dúzia de homem bacana entendendo que é 'fifty five'. Mas é muito uma mulher que virou mãe, ou mesmo que não tenha filhos mas é casado, que se prioriza. Quando temos uma família difícil, a gente prioriza o conjunto. Eles, não, eles se priorizam. Mesmo casado, você está sozinho. Foi por isso que me separei. Se é pra ser desse jeito, aí não preciso ficar trepando com uma pessoa só, pelo menos, quero poder não ser mais monogâmica."