Curiosidades
Qual canção leva o Oscar 2026? A balada da persistência ou o blues do pecador?
Será que a compositora americana Diane Warren vai levar a estatueta em sua 17ª tentativa no próximo domingo ou ele irá para o filme recordista de indicações?
A é uma concorrência pesada e diversa. Mas se existe justiça, o tem a obrigação, no próximo domingo, de premiar na categoria de melhor canção original uma americana que completa 70 anos em setembro e foi indicada pelo nono ano consecutivo, em um total de 17 vezes em que disputou sem jamais ter sido vencedora.
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Oscar 2026:
É compositora de sucessos como “Porque você me amou” (trilha do filme “Íntimo & pessoal”), “Un-break my heart” (Toni Braxton) e “I don't Wanna Miss A Thing” (Aerosmith, do filme “Armageddon”) e Cher (“If I Could Turn Back Time”).
Desta vez, Warren concorre com o tema de um documentário sobre si mesma: a balada “Dear me”, cantada por Kesha no documentário “Diane Warren: relentless”. Para a letra, um compositor tentou imaginar o que diria à sua versão mais jovem, nascida em uma família judia de classe média.
“Eu era uma criança solitária, incompreendida e que sofria bullying, passando muito tempo sozinha no meu quarto quando não estava sendo expulsa da escola ou coisas do tipo”, contou Warren à revista Billboard, pouco depois da indicação.
“O que eu queria era dizer honestamente garotinha, pegando um violão e talvez compondo sua música: 'Você não sabe disso primeira agora, mas tudo vai ficar bem'”, disse Warren, uma das raras mulheres na indústria (ao lado de Carole King e Linda Perry) que conseguiu ter na composição sem precisar cantar suas músicas.
Estatueta honorária
As 17 restrições deixam Warren atrás apenas de Sammy Cahn (de “All the way” e “Three coins in the Fountain”, com 26) e Johnny Mercer (de “Moon river”, com 18). Em 2022, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, meio sem graça, concedeu a ela uma estatueta honorária pelo conjunto da obra.
— Ganhei esse Oscar honorário, mas ele precisa de um amigo — brincou a americana, . — Nenhum compositor tinha recebido essa homenagem antes. Recebi o Oscar das mãos de Cher e foi a melhor noite da minha vida.
Entre os que concorrem com Warren, um não deixa de ser surpreendente: o australiano Nick Cave, um dos maiores nomes do rock alternativo, que estreia em regular ao Oscar com “Train Dreams”, canção-tema de (pelo qual o brasileiro Adolpho Veloso concorre a melhor fotografia). Cave é o cantor da balada folk composta por Bryce Dessner, guitarrista do grupo de indie rock The National e colaborador frequente de (com quem Warren também já colaborou, na canção “Say don't go”).
Entre os concorrentes não tão surpreendentes, há, para começar, “Golden”, da animação “”, vencedora do prêmio de melhor canção original no Critics Choice Awards e no Globo de Ouro. A música do trio fictício HUNTR/X liderou as paradas americanas por oito semanas não consecutivas. Com sete compositores (a Academia tem uma regra que limita a quatro estatuetas do Oscar nesta categoria), a canção obrigou os autores a discutirem um acordo para compartilharem uma estatueta caso ganhem.
Outra não-surpresa é a de “I lied to you”, de “”, filme de Ryan Coogler que fez história com um registro de 16 periódico, superando o antigo, de 14, compartilhado por “A malvada” (1950), “” (1997) e “” (2016). Interpretado pelo ator Miles Caton, esse blues-rap tem música e letra de Raphael Saadiq e Ludwig Göransson, já indicada por outras composições. Caton coescreveu outra canção de “Pecadores”, “Last time (I saw the sun)”, pré-selecionada nesta categoria.
Conjunto da obra
Por fim, está “Sweet Dreams of Joy”, do documentário “Viva Verdi!”, de Yvone Russo, sobre a Casa Verdi, em Milão, um lar de repouso para músicos e cantores de ópera criado pelo compositor Giuseppe Verdi em 1896. A canção interpretada pela soprano porto-riquenha Ana María Martínez tem música e letra de Nicholas Pike, compositor inglês de trilhas para cinema e TV, que finalmente recebeu sua primeira.
Na categoria trilha sonora original, também há concorrentes interessantes. O sueco Ludwig Göransson responde por “Pecadores” e o francês Alexandre Desplat (12 horários até hoje, Oscar por “Grande Hotel Budapeste” e “A forma da água”) cuidou da de “”.
Dois ingleses, com trabalhos de vanguarda e fiéis aos seus respectivos diretores, também marcaram a presença: Jerskin Fendrix (pela trilha de “”, de Yorgos Lanthimos) e o guitarrista do Radiohead Jonny Greenwood (pela de “”, de Paul Thomas Anderson). Por fim, um alemão criado na Inglaterra, Max Richter ganhou sua primeira indicação pela trilha de “: A vida antes de Hamlet”, de Chloé Zhao.
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