Curiosidades
Diabetes avançado: Marcelo Pretto, do Barbatuques, morre após internação desde fevereiro
Artista apresentou quadro de convulsões, parada cardíaca e infecção
O músico Marcelo Pretto, conhecido como Mitsu e integrante do grupo de percussão corporal Barbatuques, morreu aos 58 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações de um diabetes avançado. Segundo nota do coletivo, o artista estava internado desde fevereiro no Hospital Alvorada, em Moema, na Zona Sul da capital, após apresentar convulsões, sofrer uma parada cardíaca e desenvolver uma infecção. Ele chegou a ser intubado e sedado durante o tratamento. No ano passado, em consequência da doença, Pretto também teve um pé amputado.
O grupo Barbatuques destacou, em comunicado, o legado deixado pelo artista e a influência de sua trajetória: “Pesquisador da música e das manifestações culturais populares, Mitsu foi uma fonte de inspiração para nós.” O comunicado ressaltou ainda a voz singular e a presença marcante de Pretto no palco e na vida musical do coletivo.
Vida e carreira
Marcelo Pretto integrou o Barbatuques, formado em 1997 na cidade de São Paulo, um dos coletivos pioneiros no Brasil a desenvolver e popularizar a técnica da percussão corporal. No grupo, o corpo passou a ser tratado como instrumento musical, e Pretto contribuiu para consolidar essa proposta estética e performática junto ao público e à crítica.
Reconhecido como pesquisador da música e das manifestações culturais populares brasileiras, Pretto transitava entre a prática performática e estudos sobre repertórios e expressões tradicionais. Sua atuação no Barbatuques envolveu tanto a performance vocal e corporal quanto o trabalho de interlocução com matrizes culturais diversas que alimentaram o repertório do grupo.
A voz de Pretto era frequentemente evocada pelos colegas como instrumento expressivo de grande amplitude — capaz de transitar “do sussurro ao trovão”, segundo o grupo — e sua presença de palco foi referência para gerações de artistas interessados em percussão corporal e performance coletiva.
Além da atuação nos palcos, sua trajetória no Barbatuques contribuiu para a difusão de uma linguagem musical que dialoga com educação sonora e projetos de formação, ampliando o alcance da percussão corporal em festivais, espetáculos e ações educativas no país. O grupo destacou que o legado de Pretto vai além de sua participação formal, influenciando praticantes e pesquisadores da área.
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