Curiosidades
Quem é o padre processado pela família de Preta Gil em acusação por intolerância e racismo religioso
Sacerdote iniciou sua formação no catolicismo em 2019 e atualmente está à frente de paróquia em cidade do Agreste paraibano
O padre Danilo César, de 32 anos, natural de Monteiro, no interior da , se tornou alvo de um processo judicial movido pela família de após declarações consideradas ofensivas às religiões de matriz africana. O episódio ocorreu durante uma pregação transmitida ao vivo pela Paróquia de São José, em Areial, no Agreste paraibano — uma semana após a morte de , em julho deste ano —, e provocou ampla repercussão nas redes sociais.
Ecos do passado:
'Nova chance':
Durante a homilia, o sacerdote ironizou uma oração feita por Gilberto Gil aos orixás, divindades do candomblé e da umbanda, e questionou publicamente, em tom de deboche: "Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê o poder desses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?". O vídeo, transmitido pelo canal da paróquia no YouTube, acabou viralizando e, diante da repercussão negativa, foi retirado do ar. O caso segue agora na Justiça.
A advogada Layanna Piau, representante da família Gil, confirmou que o processo foi formalizado e que o músico e seus familiares pedem uma indenização de R$ 370 mil por danos morais, com base nas leis que tipificam intolerância e racismo religioso.
Quem é o Padre Danilo César?
Padre Danilo César iniciou sua formação religiosa em 2011, na Paróquia de São Judas Tadeu, em . Formou-se em Filosofia (2014) e Teologia (2018) pelo Seminário Maior São João Maria Vianney. Foi ordenado sacerdote em 2019 e, desde então, passou por diversas paróquias da Paraíba, incluindo Monteiro, Alagoa Nova e Campina Grande.
Atualmente, o religioso é pároco da Paróquia de São José, em Areial, no Agreste paraibano, onde celebra missas e coordena atividades pastorais. Após a repercussão do caso, nem o padre nem a Diocese de Campina Grande se manifestaram publicamente sobre o processo. O GLOBO tentou contato com as instituições, mas não obteve retorno.
Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Brasil registrou um , com maior incidência contra praticantes de candomblé e umbanda. A Constituição Federal garante a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos, e o Código Penal tipifica como crime a prática de atos que visem "impedir ou embaraçar" o exercício de qualquer religião, com pena de até três anos de reclusão.
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