Cultura Pop
Por que relógios milionários de celebridades viraram objeto de desejo? Especialista explica
Renan Bastos analisa como peças exclusivas usadas por Neymar, Faustão e Vini Jr. ajudam a moldar comportamento de consumo e reforçam o mercado de luxo
Relógios de luxo deixaram de ser apenas acessórios e passaram a ocupar espaço como itens de coleção entre celebridades e atletas. Neymar, Faustão e Vini Jr. estão entre os brasileiros que investem milhões em peças raras e de alto valor, ajudando a movimentar um mercado cada vez mais atento à autenticação, à rastreabilidade e à formação de preços.
O jogador Neymar já apareceu usando um Richard Mille RM 056, avaliado em cerca de R$ 10 milhões, além de modelos da Jacob & Co. e da Rolex. O apresentador Faustão tem uma coleção de relógio de luxo, de marcas como Richard Mille, Roger Dubuis, Audemars Piguet. As peças variam de R$ 750 mil a R$ 6 milhões.
Já o jogador Vini Jr. adquiriu um "Poderoso Chefão" da Jacob & Co Opera Godfather, estimado entre R$ 2,3 milhões e R$ 3 milhões.
Esse interesse de famosos e jogadores ocorre em um momento de mudança estrutural no comércio de relógios de luxo. O setor passa por um processo de formalização, impulsionado por maior exigência de autenticação, transparência e precificação baseada em dados. Nesse contexto, o especialista Renan Bastos afirma que o mercado deixa de operar de forma informal e passa a ser pressionado por previsibilidade, documentação e padronização de processos.
Segundo Renan da Rocha Gomes Bastos, essa transformação está ligada à digitalização dos canais, à ampliação das operações B2B e à crescente demanda por rastreabilidade. Ele aponta que, em operações de maior escala, a competitividade depende do controle de margens, do giro de estoque e da eficiência do capital, fatores diretamente associados a práticas de governança.
Bastos afirma que a resposta a esse novo ambiente envolve a adoção de rotinas de gestão com monitoramento contínuo, uso de painéis de controle e acompanhamento de indicadores ligados a estoque, margens e retorno financeiro. De acordo com ele, o objetivo é reduzir decisões baseadas em intuição e ampliar o uso de dados operacionais no dia a dia do negócio.
Governança orientada por dados ganha protagonismo no atacado de luxo
— O debate também inclui a questão da conformidade. A maturidade do mercado exige alinhamento com normas de fiscalização e boas práticas, especialmente no que se refere à documentação e à integridade das transações, apontadas como requisitos estruturais do setor de luxo —, diz Bastos.
O material analisado cita uma operação atacadista sediada em Miami, fundada em dezembro de 2024, que fechou 2025 com vendas acumuladas superiores a US$ 100 milhões no mercado global de relógios de luxo. O conteúdo informa ainda uma expansão de cerca de 1.300% em um intervalo de seis meses, com o faturamento saltando de US$ 1,2 milhão em abril de 2025 para US$ 17,6 milhões em outubro do mesmo ano. Renan da Rocha Gomes Bastos integra a equipe responsável pelo projeto.
Eficiência operacional e conformidade redefinem estratégias de crescimento
Segundo Bastos, resultados desse porte dependem de processos estruturados, com padronização de rotinas, metas mensuráveis e definição clara de responsabilidades. Ele acrescenta que a expansão internacional exige leitura de mercado e capacidade de operar com consistência em ambientes regulatórios e logísticos mais complexos.
— Outro ponto destacado no material é a integração entre análise de dados e automação como instrumento de governança, com foco em rastreabilidade e crescimento controlado. Esse tipo de estrutura tende a se tornar padrão no atacado de luxo, à medida que o mercado avança para modelos mais auditáveis e orientados por evidências —, explica o empresário.
Segundo o especialista, o setor passa por uma mudança de foco:
— Deixa de priorizar apenas o volume de vendas e passa a buscar maior eficiência operacional, com governança incorporada às rotinas do negócio.
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