Cultura Pop
Dráuzio Varella e Regina Braga relembram início do romance após aula de teatro
Casal está junto desde 1981
O primeiro encontro entre Dráuzio Varella e Regina Braga aconteceu há 44 anos, em uma situação que, à princípio, não tinha tom romântico: era apenas uma aula de teatro. O médico, recém-divorciado, viu no jornal o anúncio de um curso renomado no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Para ele, era uma oportunidade de afastar a depressão que enfrentava naquele momento. Por pouco, Dráuzio não ficou de fora do episódio que transformaria sua vida, já que chegou atrasado — não por culpa dele.
"Eu sempre gostei muito de teatro e pensei: 'Quem sabe não vai me ajudar?'. O curso começava às 20h, eram 19h, toquei a campainha, ninguém apareceu, voltei para o carro achando que tinha sido um mal-entendido. Quando eu estava chegando no carro, uma voz me chama. Era o porteiro. Ele disse que o curso já tinha começado. Eu falei do horário e ele explicou que tinha saído errado no jornal, mas foi chamar a professora", relembrou Dráuzio, de 82 anos, no filme "A vida é uma maratona".
Já na sala de aula, Regina Braga, de 80 anos, havia começado a ministrar a aula. Como outro aluno faltou, ela conseguiu acomodar o médico, com a condição de que ele participasse imediatamente da dinâmica. Assim começou o encantamento entre eles.
"Bateram na porta quando eu tinha acabado de começar a aula. Aí eu vi o Dráuzio pela primeira vez, magrinho... Eu me lembro nitidamente dele falando o nome, que já achei estranho, forte. Também me espantei quando disse que era médico. É raro um médico fazer curso de teatro. E já criou-se uma empatia forte. Ele tinha ideias sempre muito ótimas e engraçadas. Eu ria muito. Eu lembro dele fazendo uma pessoa na fila do ônibus, aí alguém chegava e chamava ele de 'Salsicha' (risos). E ele ficava todo encabulado, não queria que os outros ouvissem que esse era o apelido. Comecei a ficar muito deslumbrada com esse aluno", contou a atriz.
O sentimento foi recíproco. Dráuzio admite, entre risos, o que pensou naquele momento:
"Olhei para ela e pensei: 'Isso aqui não vai dar certo' (risos). E foi muito bom, porque passei a pertencer ao mundo dela e ela ao meu, que eram mundos muito diferentes um do outro. Acho que deu muito certo, isso abriu os nossos horizontes mutuamente".
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