Cultura Pop
Após Rio e São Paulo, projeto cultural leva empoderamento negro a escolas públicas de Curitiba
Monólogo 'A história de Aya' promove debate sobre protagonismo e liderança com jovens
Escolas públicas de Curitiba estão recebendo, nesta semana, o projeto Arena Viva, do Instituto Burburinho, com apresentações do espetáculo “A História de Aya”, estrelado pela atriz Fernanda Dias e dirigido por Vinícius Soares.
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A iniciativa une arte e educação para promover reflexões sobre empoderamento feminino negro. O espetáculo conta a trajetória de Aya, uma viajante do tempo que atravessa mundos e gerações em busca de ancestralidade e pertencimento. Por meio de um monólogo teatral, o projeto busca inspirar meninas e mulheres negras ao protagonismo e à liderança.
Assim como nas edições realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, os estudantes recebem um guia educativo que estimula suas trajetórias a partir de histórias de mulheres brasileiras que se tornaram referências, como Ruth de Souza, Lea Garcia e Zezé Motta, entre outras.
Após as apresentações, ocorre uma mediação conduzida por Tathi Loyola, que promove o diálogo com os alunos, aproximando os jovens de temas essenciais para sua formação social e cidadã.
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“O espetáculo causa um impacto muito grande nos alunos, que muitas vezes não estão acostumados a ver uma representação tão afirmativa: a menina preta no lugar de poder, afirmando sua história e trazendo referências negras fundamentais. Isso desperta pensamento crítico, provoca questionamentos sobre o apagamento histórico e incentiva o sentimento de pertencimento e identidade. O teatro tem sido uma ferramenta poderosa de libertação, afirmação e autoestima. A resposta dos adolescentes tem sido linda, é como plantar uma semente de novas possibilidades em cada escola”, avalia a atriz e preparadora vocal do espetáculo.
A estudante do Colégio Estadual Professor João Loyola, Sofia Lars, de 16 anos, destacou a importância da representatividade para os jovens, especialmente para meninas negras, na construção da autoestima e no estímulo ao protagonismo.
“Sou totalmente contra essa desigualdade em geral, o jeito que as pessoas se tratam — inclusive em áreas de trabalho e nas relações sociais. Acho horrível discriminar alguém pela cor. A pessoa precisa ser ouvida e vista por quem ela é, pela voz e pelos olhos, não apenas pela aparência. Projetos como esse são muito importantes dentro da escola, porque às vezes alguém fica quietinha e não fala, mas é tocada por dentro. Mesmo que não demonstre, aquilo a transforma tanto quanto quem está se expressando”, diz a jovem.
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