Conhecimento
Menos jovens experimentam sexo, drogas, álcool e cigarro, mas uso de vape dispara, aponta IBGE
Uso de preservativo entre adolescentes sexualmente ativos também apresenta queda
O número de adolescentes de 13 a 17 anos que experimentaram sexo, drogas, álcool e cigarro parcialmente entre 2019 e 2024, segunda a quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) , realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda nesses indicadores, o consumo de cigarros eletrônicos, conhecido como vape, foi aplicado três vezes no período.
De acordo com o relatório, "o aerossol do cigarro eletrônico geralmente contém menos substâncias químicas nocivas do que a mistura de sete mil substâncias presentes na fumaça do cigarro convencional; no entanto, isso não torna os cigarros eletrônicos seguros (...). Estudos estão em andamento para identificar melhor os efeitos imediatos e a longo prazo do uso de cigarros eletrônicos na saúde".
A Pense ouve estudantes de escolas públicas e privadas, do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, com amostragem representativa nacional. A pesquisa reúne informações sobre fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes, abordando temas como hábitos alimentares, atividade física, uso de emissão, saúde mental, violência e ambiente escolar. O levantamento é realizado desde 2009 pelo IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação (MEC).
Principais dados:
- Consumiram drogas nos últimos 30 dias: de 5,3% (2019) para 3,1% (2024)
- Experimentaram drogas alguma vez: de 12% para 8,3%
- Experimentaram cigarro alguma vez: de 22,9% para 18,5%
- Consumiram cigarros eletrônicos nos últimos 30 dias: de 8,6% para 26,3%
- Tiveram alguma relação sexual: de 37,5% para 30,4%
- Experimentaram bebida alcoólica alguma vez: de 61,4% para 53,6%
Segundo o relatório, "alguns indicadores, como o de ter um dos pais fumantes, não se alteraram entre as duas últimas edições da Pense. Em 2019 era de 24,3%, e em 2024, 24,0%".
Os dados também indicam uma redução no uso de preservativo entre adolescentes sexualmente ativos. Em 2024, 61,7% afirmaram ter usado camisola na primeira relação sexual, uma queda de 1,6 ponto percentual em relação a 2019. Além disso, 57,2% afirmaram o uso na última relação sexual — 1,9 ponto percentual a menos do que cinco anos antes.
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