Cidades

MPAL cobra protocolo para abordagem de pessoas em situação de rua pela Guarda de Maceió

Procedimento foi aberto após denúncia de suposto uso de violência contra pessoa em extrema vulnerabilidade; órgãos públicos e entidades sociais participarão das discussões

Redação 14/08/2026
MPAL cobra protocolo para abordagem de pessoas em situação de rua pela Guarda de Maceió
O caso que motivou a atuação do MPAL teria ocorrido dentro de um equipamento público e envolvido integrantes da Guarda Municipal - Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento com o objetivo de estabelecer regras para a abordagem de pessoas em situação de rua por agentes da Guarda Civil Municipal de Maceió. A iniciativa surgiu após o órgão ministerial receber informações sobre um suposto episódio de violência envolvendo uma pessoa em condição de extrema vulnerabilidade.

A abertura do procedimento foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAL nesta sexta-feira (14), por meio de portaria assinada pela 61ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua em questões relacionadas à assistência social, aos direitos humanos e à cidadania.

Conforme o documento, o caso que motivou a atuação do Ministério Público teria ocorrido dentro de um equipamento público e envolvido integrantes da Guarda Municipal. Inicialmente, uma Notícia de Fato foi registrada para acompanhar a situação e verificar as circunstâncias do episódio. Entretanto, o prazo destinado à apuração terminou sem que houvesse uma conclusão.

Diante disso, a promotoria decidiu ampliar a atuação e propor a elaboração de um protocolo específico para orientar os agentes do Grupamento de Atenção à População em Situação de Rua (GPOP), unidade vinculada à Guarda Civil Municipal de Maceió.

Procedimentos específicos

Para o MPAL, as características de vulnerabilidade enfrentadas pela população em situação de rua exigem uma abordagem diferenciada por parte dos agentes públicos. A intenção é estabelecer procedimentos que garantam o respeito aos direitos fundamentais, além de priorizar a segurança, a tolerância e a mediação na resolução de possíveis conflitos.

Entre os órgãos que deverão ser comunicados sobre o procedimento estão a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, o Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do MPAL e a Delegacia dos Crimes Contra Vulneráveis.

Também participarão das discussões duas promotorias de Justiça da Capital, o Conselho Comunitário Municipal de Segurança e representantes do Movimento Nacional da População em Situação de Rua em Alagoas.

Uma reunião para discutir a elaboração do protocolo foi agendada para o dia 2 de setembro, às 14h, no prédio das Promotorias de Justiça localizado no bairro do Barro Duro, em Maceió.

A proposta é que o protocolo estabeleça parâmetros claros para a atuação da Guarda Municipal durante as abordagens, buscando evitar situações de violência e assegurar que pessoas em situação de rua sejam atendidas de acordo com os princípios de proteção, dignidade e respeito aos direitos humanos.