Cidades
VÍDEO: “Cadê o dinheiro das aposentadorias?”, cobra Sinteal em ato na porta da Polícia Federal
Em vídeo gravado no Jaraguá, sindicalistas afirmam que protocolaram dossiê sobre os R$ 117 milhões do Iprev aplicados no Banco Master e prometem manter mobilização
Representantes do Sinteal, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de entidades do movimento sindical estiveram, nesta quinta-feira (18), em frente à Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, no bairro do Jaraguá, em Maceió, para cobrar celeridade nas apurações sobre os recursos do Iprev aplicados no Banco Master.
Durante a manifestação, sindicalistas gravaram vídeo em frente à sede da PF e afirmaram que protocolaram um dossiê para reforçar a investigação sobre o destino dos aproximadamente R$ 117 milhões do fundo previdenciário dos servidores de Maceió.
O ato teve tom de cobrança e mobilização.
“Ninguém irá tirar da gente direitos garantidos. Direito garantido não se compra e não se vende”, disseram os manifestantes no vídeo.
Em seguida, representantes do movimento sindical explicaram o objetivo da presença na Polícia Federal.
“Estamos aqui na Polícia Federal. O movimento sindical, junto com a Central Única dos Trabalhadores, veio protocolar um dossiê para que a Polícia Federal possa investigar para onde foi parar os R$ 117 milhões do Banco Master”, afirmou uma das lideranças.
“Cadê o dinheiro das aposentadorias?”
No vídeo, os sindicalistas fazem uma pergunta direta às autoridades e aos responsáveis pelas aplicações financeiras do Iprev.
“Essa é a pergunta que não quer calar: cadê o dinheiro das aposentadorias? Cadê o dinheiro da contribuição suada de quem trabalhou na Prefeitura de Maceió?”, questionam.
A cobrança se refere aos recursos previdenciários dos servidores municipais aplicados em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial.
O caso preocupa servidores ativos, aposentados e pensionistas porque o dinheiro do Iprev tem finalidade específica: garantir o pagamento de aposentadorias e pensões.
Para o movimento sindical, a apuração precisa esclarecer quem autorizou as aplicações, quais critérios foram adotados, quem recomendou a operação e quais providências estão sendo tomadas para tentar recuperar os valores.
Dossiê entregue à Polícia Federal
Segundo os representantes, o documento entregue à Polícia Federal reúne informações, registros e questionamentos sobre os investimentos realizados pelo Iprev de Maceió.
A intenção do grupo é reforçar a apuração já em curso e cobrar maior rapidez na análise do caso em Alagoas.
Os sindicalistas querem que a Polícia Federal aprofunde a investigação sobre toda a cadeia de decisões que levou recursos previdenciários municipais para o Banco Master.
O dossiê também busca dar visibilidade à preocupação dos servidores com a segurança do fundo previdenciário.
Para os manifestantes, não se trata apenas de uma discussão contábil ou financeira, mas de um tema que atinge diretamente o futuro de milhares de trabalhadores que contribuíram durante anos para a previdência municipal.
Movimento diz que cobra respostas desde o ano passado
Durante o vídeo, os representantes destacaram que a ida à Polícia Federal não foi a primeira iniciativa do movimento sindical no caso.
“Vale lembrar que essa não é a nossa primeira ação. Desde o ano passado, nós estamos buscando informações. Nós já fomos ao Ministério Público, ao Ministério Público de Contas, nós fomos ao Tribunal de Contas e agora estamos na Polícia Federal”, afirmou uma das lideranças.
A fala reforça a estratégia das entidades de levar o caso a diferentes órgãos de controle e investigação.
O objetivo é impedir que o episódio seja tratado como uma questão interna da gestão municipal ou apenas como uma aplicação financeira malsucedida.
Para o Sinteal e demais entidades, há necessidade de transparência, responsabilização e informação clara aos servidores sobre o real risco dos recursos aplicados.
“O movimento sindical não para”
A manifestação também teve caráter político e de mobilização da categoria.
Os sindicalistas afirmaram que continuarão acompanhando o caso e cobrando respostas das autoridades.
“O movimento sindical alagoano não para. Vai continuar mobilizado e na luta, porque só a luta nos garante. Vem com a gente”, disseram no vídeo.
A frase resume o tom do ato: pressão permanente até que o caso seja esclarecido.
A preocupação principal é saber se os recursos poderão ser recuperados e quais medidas administrativas, judiciais ou investigativas estão sendo adotadas para proteger o patrimônio dos servidores.
Caso ganhou dimensão estadual e nacional
O episódio envolvendo o Iprev de Maceió e o Banco Master tornou-se um dos principais escândalos financeiros discutidos em Alagoas nos últimos meses.
A aplicação de aproximadamente R$ 117 milhões em títulos do banco passou a ser questionada depois que a instituição financeira entrou em liquidação extrajudicial.
O caso também chegou à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que passou a cobrar informações sobre fundos previdenciários expostos ao Banco Master.
Em Maceió, as perguntas permanecem sem respostas completas: quem decidiu pela aplicação, quais análises de risco foram feitas, quem acompanhou a operação e quais providências foram tomadas depois da liquidação do banco.
Servidores querem saber quem vai responder
A manifestação do Sinteal e das demais entidades reforça que os servidores não aceitam que o caso seja tratado com silêncio.
Para eles, a investigação deve alcançar gestores, conselheiros, consultorias, instituições financeiras e todos que participaram da decisão de aplicar recursos previdenciários no Banco Master.
O dinheiro questionado não pertence a um governo, a um partido ou a um grupo político.
Pertence ao fundo previdenciário dos servidores de Maceió.
Por isso, os manifestantes cobram que a Polícia Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e os demais órgãos de controle avancem na apuração.
Pressão aumenta sobre o Iprev e a Prefeitura
A ida dos sindicalistas à Polícia Federal aumenta a pressão sobre o Iprev de Maceió e sobre a Prefeitura.
Até agora, ainda não há informação pública suficientemente clara sobre eventual habilitação dos créditos na liquidação do Banco Master, ingresso de ação judicial própria para recuperação dos valores ou abertura de procedimento interno para apurar responsabilidades.
A ausência de respostas alimenta a mobilização.
Na visão do movimento sindical, a sociedade precisa saber o que aconteceu com o dinheiro das aposentadorias e pensões e quem será responsabilizado caso seja confirmado prejuízo ao fundo.
“Direito garantido não se compra e não se vende”
A frase repetida pelos manifestantes durante o ato sintetiza a preocupação da categoria.
Para os servidores, a previdência municipal não pode ser tratada como espaço para operações arriscadas sem explicação pública.
O direito à aposentadoria e à pensão é resultado de anos de contribuição e não pode ficar exposto à insegurança provocada por decisões financeiras questionadas.
Com faixas, palavras de ordem e o protocolo do dossiê, o Sinteal e o movimento sindical deram mais um passo na cobrança por respostas.
A mensagem deixada na porta da Polícia Federal foi direta: os servidores querem saber onde está o dinheiro, quem autorizou as aplicações e quais providências serão tomadas para proteger o futuro previdenciário da categoria.
A Tribuna do Sertão mantém espaço aberto para manifestação do Iprev de Maceió, da Prefeitura, dos ex-gestores, das instituições financeiras citadas e dos demais envolvidos.
Mais lidas
-
1ACIDENTE AÉREO
Vídeo mostra momento em que helicóptero atinge o solo no Recreio dos Bandeirantes
-
2RIO DE JANEIRO
Apagão deixa bairros da Grande Tijuca sem luz e afeta trânsito na Zona Norte do Rio
-
3OCORRÊNCIA
Acidente envolvendo carreta deixa duas vítimas fatais no trecho da Chã dos Costas
-
4EDUCAÇÃO
Filho de Luciano Huck e Angélica relata principal dificuldade na preparação para o vestibular
-
5DOCUMENTAÇÃO
Detran Alagoas é o primeiro do Brasil a ofertar carros automáticos gratuitos para exames práticos