Jurunas da modernidade
A semana que passou começou recheada de novidades em Brasília. Lá com um gravador na mão qualquer cidadão pode fazer um estrago.
Será que aprenderam com o deputado Juruna, indígena que na década de 80 ficou famoso por só aceitar conversar com os “brancos” se gravasse o diálogo?
Juruna acreditava que palavra de “branco” não tinha valor se não fosse gravada.
A diferença é que Juruna mostrava o gravador. Hoje, não!
Hoje, a gravação serve de moeda de troca em delações premiadas, onde a justiça bonifica bandidos que deduram os comparsas ou que no mínimo inventam estórias para prejudicar aqueles que estão atrapalhando o caminho dos interessados no poder.
Mas ficou a lição para quem combatia a corrupção (leia-se, os coxinhas) e colaborou em alçar ao poder tipos como Michel Temer e Romero Jucá, o ministro relâmpago que durou apenas 10 dias no cargo.
O que valeu toda a luta para colocar corruptos no Poder?:
Daí lembrei de uns trechos de um samba de Ataulfo Alves: "Pois é, falaram tanto...". E todos devem estar arrependidos hoje.
Percebe-se agora que a "maldade dessa gente é uma arte (...) e que Dilma Rousseff não merecia o destino infeliz.
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