Mudar pra que?
Mudar nomes históricos e centenários de ruas e praças, sob justificativas frágeis e seletivas, soa menos como um gesto de justiça e mais como um movimento inócuo e, não raro, revanchista.
A história não se apaga por decreto. Não se reescreve com placas novas nem se corrige o passado com canetadas apressadas. Ao contrário: preservar nomes, marcos e referências mesmo os controversos é também preservar a memória, com seus acertos e seus erros, para que sirva de aprendizado às gerações futuras.
Enquanto isso, problemas reais e urgentes seguem à espera de ação concreta: a miséria que cresce nas cidades, a violência que avança, a saúde que clama por estrutura, a educação que pede prioridade. É nesse campo que se mede o compromisso verdadeiro com o interesse público.
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