O novo suspeito
A ansiedade que marca este ano eleitoral não é incomum, diz ainda a pesquisa. Basta folhear a história brasileira desde a queda do império para perceber que momentos de instabilidade reduzem as barreiras para novos entrantes.
Assim nasceu boa parte dos movimentos de renovação política. Historicamente, eles pegam carona em narrativas pouco contestáveis, como o fim de privilégios ou o combate à corrupção, para se apresentarem como alternativas ao que está posto. "Varre, varre, vassourinha" de Jânio em 1960. Collor, o "caçador de marajás", em 90.
Mas o que há de novo nesses grupos pela renovação? Na verdade, esse perfil de discurso que ocupa —ciclicamente— o debate público brasileiro não é novo, mas releitura de algo conhecido na política nacional.
Está claro que a maioria desses movimentos aproveitadores ocasionais que pregam “mudanças” e “moralização” na política brasileira, nada mais são que os oportunistas de sempre, mas que nunca conseguiram êxito em suas intenções dúbias - o povo os identifica por suas repetições e sempre alcançam desempenho desmoralizante nas eleições – que o diga o “Partido Novo”, que nada tem de muito novo, por ser exatamente igual.
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