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Laurentino Veiga 14/02/2026
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Laurentino Veiga - Foto: Arquivo

Escrevera o coestaduano Graciliano Ramos: ” A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer ”. Recebi, com prazer, o majestoso livro - Eu Conheci Machadinho - A História que nem o próprio Machado ousou contar, da Doutora-escritora Renata Rodrigues, amiga de minha filha também advogada Vanissa Veiga, amizade sedimentada pelo cimento da lealdade recíproca.

Editado pela Editora Boas Noites, com suas 198 páginas bem escritas, constando de narrativas que levam o leitor a retroceder o passado de Joaquim Maria Machado de Assis, fundador da Egrégia Academia Brasileira de Letras (1897), que, por sua vez, deixou marcas indeléveis de jornalista, romancista, contista, ensaísta, e, sobretudo, de escritor que extrapolou todas as fronteiras para ser louvado na Europa.

A consagrada escritora Renata Rodrigues enviou exemplar da sua obra com dedicatória generosa “ Ao senhor Laurentino Veiga, com admiração por quem faz do jornalismo uma forma de leitura do mundo e dos livros uma paixão permanente ”. Sou economista com vocação ao jornalismo que pratico na Tribuna Independente, (Diário) e na Tribuna do Sertão, semanalmente, com a aquiescência dos editores colegas de profissão.

Segundo a autora: “ Este livro é mais do que uma história: é um convite. Um convite ao conhecimento, à imaginação, ao silêncio interior. Um convite à escuta de uma voz antiga que continua viva. Um convite a se desconectar do ruído do mundo e mergulhar no universo de Machado de Assis, onde cada frase tem peso e cada silêncio tem intenção ”. Boa intenção não lhe falta, muito pelo contrário, adentrou aos segredos de Machado de Assis, a ponto de penetrar no amor de Carolina que lhe rendeu mil homenagens ao gênio do Morro do Livramento.

Destaco: Um sonho e outro sonho, Ruy de Leão, A Carolina, Bons dias, Contos Alexandrinas, O alienista, Dom Casmurro, Jogo do bicho, A causa secreta, História de uma lágrima, Longe dos olhos, O último dia de um poeta, denominam os XII capítulos escritos com a maestria de uma escritora apaixonada pela literatura.

Dir-se-ia que a autora é, por excelência, uma pesquisadora nata que desbravou à memória de Machado de Assis, e, pela experiência que domina na área, realizou profunda e acurada pesquisa que honra a Terra de Drummond, que encontrou uma pedra no seu caminho e construiu um castelo poético. Enquanto ela, construiu uma avenida que desfila garbosamente sua invejável imaginação sedutora.

Debrucei-me no varal do meu tempo a fim de praticar a leitura: A Mão e a Luva, segundo romance escrito por Machado de Assis (1874), bem como O Alienista (1882). Por essas razões, espero receber novos livros dessa talentosa escritora de Montes Claros, Minas Gerais. Terra da Liberdade, conquistada por Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes. Parabéns Renata Rodrigues!