Alagoas
Fleming participa de atos históricos em defesa da Educação Federal em Alagoas
O professor Alexandre Fleming, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), participou de atos históricos organizados pelos estudantes do Ifal e da Ufal. As mobilizações defenderam a universidade pública, os institutos federais e a democracia, e denunciaram os ataques da extrema-direita à ciência e à educação.
Os atos reuniram estudantes, professores, servidores, parlamentares, partidos de esquerda, sindicatos, centros acadêmicos, DCEs, movimentos sociais e organizações populares.
Fleming esteve primeiro no ato do Ifal, às 18h, em frente ao Campus Maceió. Em seguida, foi para o ato dos estudantes da Ufal, que teve concentração às 19h em frente à reitoria e terminou com uma grande caminhada.
Professor do Ifal há 16 anos, formado em História e mestre em Educação pela Ufal, Fleming disse que sua trajetória se mistura com a história da educação pública federal em Alagoas. "Minha mãe estudou História na Ufal. Eu também. Hoje minha filha cursa Serviço Social lá. Fui professor substituto da Ufal nos campi de Maceió e Arapiraca. No ato encontrei ex-alunos e professores que me formaram há mais de 20 anos", contou.
Um dos momentos mais marcantes foi o encontro, sem nada combinado, com os dois filhos. A filha, de 18 anos, entrou em julho no curso de Serviço Social da Ufal e estava com os colegas de turma. O filho, de 23 anos, é videomaker. "No meio de tanta gente, a gente se esbarrou. Ver meus filhos com adesivos, punho erguido, entre cartazes, bandeiras e faixas, defendendo a educação pública e a democracia, foi algo que vou guardar para sempre", disse o professor.
Outro momento especial foi o encontro com a professora Socorro, do Centro de Educação (CEDU) da Ufal, sua orientadora na graduação e no mestrado. Ela acompanhou os estudantes durante toda a caminhada. "Foi uma honra e uma emoção enorme ver minha orientadora, depois de décadas dedicadas à universidade pública, presente em mais um momento histórico. A Ufal e o Ifal seguem formando gerações e defendendo a democracia", afirmou.
Fleming também ligou os atos ao cenário nacional. Para ele, a extrema-direita transformou universidades, institutos federais, professores e estudantes em alvos políticos. "Quando bolsonaristas invadem universidades, ameaçam estudantes e atacam a ciência, fica claro que a disputa vai além da eleição. Estamos decidindo que país queremos construir", declarou.
Para o professor, os atos mostraram a força coletiva da Educação Federal em Alagoas. "Foi histórico porque reuniu gerações e lutas diferentes numa mesma defesa. A educação pública não vai se calar. A universidade não vai se intimidar. Os institutos federais não vão recuar. Vamos seguir nas ruas, nas redes, nas escolas e nas urnas para derrotar a extrema-direita e o neofascismo", concluiu.
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