Alagoas

Ação integrada da PCAL e Polícia Federal apreende 42 aves silvestres no aeroporto Zumbi dos Palmares

Homem de 55 anos foi preso em flagrante ao tentar embarcar com aves silvestres para São Paulo; animais foram encaminhados ao Ibama.

Ascom PCAL 14/04/2026
Ação integrada da PCAL e Polícia Federal apreende 42 aves silvestres no aeroporto Zumbi dos Palmares
Operação conjunta apreende 42 aves silvestres no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Alagoas. - Foto: Ascom PCAL

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) e a Polícia Federal resultou na apreensão de 42 aves silvestres no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, nesta terça-feira (14). Um homem de 55 anos foi preso em flagrante por transporte irregular de animais silvestres.

O caso teve início quando um agente da Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur) foi acionado por uma companhia aérea após a identificação de uma bagagem suspeita, de onde vinham sons de animais. A equipe de plantão da DPTur, sob coordenação da delegada Luci Mônica, acionou a Polícia Federal para apoio à ocorrência.

Durante a inspeção do volume por meio de raios-x, foi constatada a presença de animais vivos dentro da mala, configurando indícios de crime ambiental.

O passageiro responsável pela bagagem foi localizado no terminal de embarque e conduzido ao local para acompanhar a abertura da mala, que estava trancada com cadeado. No interior da bagagem, foram encontrados 42 pássaros silvestres, entre eles pintassilgos, canários, azulões, saíras, xexéus e caboclinhos.

Segundo o suspeito, as aves seriam transportadas para a cidade de São Paulo, onde seriam entregues a um terceiro. Ele informou ainda que os animais eram oriundos da região de Palmeira dos Índios, onde reside, e que pretendia retornar a Alagoas no mesmo dia, em voo noturno.

Os pássaros estavam acondicionados em pequenas gaiolas, amontoadas dentro de uma mala de viagem, com bolsas de gelo para resfriamento.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao indivíduo, que foi encaminhado à Polícia Federal juntamente com os animais apreendidos. Um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado, e o autor liberado após os procedimentos legais. As aves foram destinadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).