Alagoas

CGJ avalia uso de energia solar para reduzir custos em cartórios

Corregedor Celyrio Adamastor discutiu proposta com entidades das serventias e empresa do setor fotovoltaico

Redação com Ascom CGJ/AL 09/04/2026
CGJ avalia uso de energia solar para reduzir custos em cartórios
Reunião com os representantes dos cartórios e da empresa de energia solar. - Foto: Niel Rodrigues

O corregedor-geral da Justiça de Alagoas, desembargador Celyrio Adamastor, intermediou as primeiras tratativas para reduzir os custos com energia elétrica dos cartórios do estado por meio da utilização de energia solar. A iniciativa partiu da empresa Sol União Energia Fotovoltaica Ltda., que apresentou a proposta ao corregedor e participou da discussão em reunião realizada nesta quarta-feira (8) com representantes das entidades de classe dos cartórios.

Na ocasião, ficou definido que o representante da empresa, Afrânio Vergetti, fará uma apresentação da proposta aos tabeliães de Alagoas. Em seguida, todas as unidades encaminharão suas contas de energia elétrica, a fim de que ele possa analisar as demandas e indicar a usina mais adequada para atender às necessidades dos cartórios.

“A primeira vantagem é ambiental, porque você está gerando uma energia limpa - e isso seria primordial -, e a outra vantagem é financeira. O que se discutiu aqui é se será com investimentos próprios ou com a adesão para se ter um desconto na energia”, disse o empresário Afrânio Vergetti.

Para o presidente da Associação dos Notários e Registradores de Alagoas (Anoreg/AL), Rainey Marinho, caso haja diminuição no custo da energia elétrica, haverá maior disponibilidade financeira para a realização de investimentos dos cartórios em tecnologia, o que dialoga com o que está proposto no Provimento nº 213, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Nós receberemos a proposta da empresa, faremos uma avaliação conjunta com toda a categoria e solicitaremos a apresentação das contas, para compreendermos o impacto dessa iniciativa. Tenho convicção de que a categoria vai abraçar o projeto”, disse Rainey Marinho, ao ressaltar a importância de garantir segurança jurídica em todas as etapas do processo de contratação do serviço.

Também participaram da reunião o presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Alagoas (Arpen/AL), Wagner Falcão; o presidente da Associação dos Registradores de Imóveis de Alagoas (ARIAL), Pedro Mendonça; a tabeliã Mariana Farias, representante do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB); o vice-presidente do Colégio Notarial de Alagoas, Fábio Kennedy; o servidor da CGJAL, Alberto Maya; e o representante do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, Gilvan de Albuquerque.