Alagoas

Após cinco dias internada por crise asmática, menina de 10 anos recebe alta

Médico alerta para cuidados essenciais no controle da asma, especialmente em crianças e adolescentes

Cláudia Valéria de Oliveira / Ascom HRPI 20/02/2026
Após cinco dias internada por crise asmática, menina de 10 anos recebe alta
Valentina, de 10 anos, recebe alta após internação por crise asmática em Palmeira dos Índios. - Foto: Cláudia Valéria de Oliveira / Ascom HRPI

Valentina do Nascimento, de 10 anos, já está em casa após se recuperar de uma crise de asma crônica que a manteve internada por cinco dias no Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI). Os sintomas tiveram início durante o Carnaval, em Paulo Jacinto, cidade natal da menina.

Devido à gravidade do quadro, Valentina precisou de hospitalização e recebeu atendimento especializado, reforçando a importância do cuidado contínuo para quem convive com a asma.

O alerta é do médico pediatra Karllyson Melo, que destacou que Valentina deu entrada no hospital com saturação baixa, falta de ar intensa, chiado no peito e tosse persistente. Segundo o especialista, esses são sintomas típicos de uma crise asmática aguda e devem ser observados atentamente por pais e responsáveis.

No HRPI, a paciente foi submetida a exames laboratoriais e de imagem, além de tratamento com broncodilatadores e corticoides. Durante os cinco dias de internação, Valentina teve a função respiratória monitorada de forma contínua e apresentou evolução clínica satisfatória.

Valentina relatou a ansiedade para retornar à rotina. “Foram muitos medicamentos e exames, e estava ansiosa para voltar para casa. Vou continuar o tratamento em casa e cuidar da minha saúde para não passar por outra crise de asma”, afirmou a menina, que seguirá acompanhamento ambulatorial para controle da doença.

Controle permanente

De acordo com o pediatra Karllyson Melo, a asma exige controle permanente, especialmente em crianças e adolescentes. “É uma doença crônica, sem cura, mas que pode ser controlada. O uso correto da medicação preventiva, o acompanhamento médico regular e a atenção aos fatores desencadeantes são essenciais para evitar novas crises”, ressaltou o médico.

O especialista ainda destacou que poeira, fumaça, mofo, mudanças climáticas e infecções respiratórias estão entre os principais gatilhos da asma. Ele orientou que, diante de sinais de agravamento, como dificuldade intensa para respirar ou ausência de melhora com a medicação habitual, a família deve procurar atendimento médico imediatamente.