Alagoas
Projeto apoiado pela Secti e Fapeal é o único representante do Nordeste no 18º Tecnoeste, em Santa Catarina
Aplicativo desenvolvido no Ifal Benedito Bentes propõe monitoramento sustentável da pesca artesanal e conquista destaque nacional.
O projeto “Tecnologia digital para o monitoramento sustentável da pesca artesanal continental em sistemas fluviais rurais”, desenvolvido no Campus Benedito Bentes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), foi o único representante do Nordeste no Show Tecnológico Rural do Oeste Catarinense (Tecnoeste), realizado entre os dias 10 e 12 de fevereiro, em Concórdia (SC).
A pesquisa recebe financiamento da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), nos anos de 2024 e 2025, o que viabilizou sua implementação desde o início.
Coordenado pela professora Jordana Rangely e desenvolvido com a participação das estudantes Lúcia Magalhães e Rayani Oliveira, do curso técnico integrado em Logística, o projeto resultou no PescApp – um aplicativo inovador para monitoramento, avaliação e gestão participativa da pesca artesanal em ambientes fluviais.
A iniciativa nasceu da tese de doutorado da coordenadora, também financiada por bolsa da Secti e Fapeal, evidenciando o impacto do investimento público em ciência e tecnologia. Jordana Rangely destaca a importância desse suporte para o desenvolvimento de soluções alinhadas à realidade social e ambiental.

“O PescApp nasce de uma demanda científica que identifiquei durante meu doutorado, financiado pela Fapeal com recursos do Estado de Alagoas. Isso mostra como o investimento público em ciência e tecnologia gera soluções concretas para a sociedade. A Secti tem papel estratégico ao fortalecer o ecossistema de inovação no estado. O PescApp é fruto desse ambiente: uma tecnologia desenvolvida em Alagoas, a partir de pesquisa local, para atender às necessidades do nosso território brasileiro como um todo”, ressalta a professora Jordana Rangely.
Para a secretária Aline Rodrigues, o objetivo do investimento em CT&I é gerar impactos reais para a população, como ocorre com o PescApp.
“Iniciativas como essa demonstram a capacidade da pesquisa alagoana de responder a desafios reais e gerar impacto social e ambiental. O papel da Secti é justamente fortalecer esse ambiente, ampliando oportunidades para que o conhecimento produzido no estado alcance novos espaços e contribua para o desenvolvimento do país”, afirma.

Premiado no II International Workshop on Plastic Pollution in the Oceans (IWPPO), o PescApp está em fase de desenvolvimento para dispositivos Android e iOS, atualmente em testes. A participação no Tecnoeste já rendeu convites para novas apresentações e oportunidades de parcerias institucionais.
O projeto, atualmente financiado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), integra o Programa Ecológico de Longa Duração Costa dos Corais. É desenvolvido com apoio da Secti e Fapeal, em colaboração com o NeoGetq, Universidade Federal de Alagoas e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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