Alagoas
No Carnaval, Secdef atende crianças e adolescentes vítimas de violência na Central de Flagrantes
Operação especial garante atendimento humanizado a vítimas e testemunhas de violência durante o período festivo em Maceió
O Carnaval também exige uma rede de proteção. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) iniciou, no último sábado (14), a Operação Carnaval, que segue até a quarta-feira de cinzas (18), na Central de Flagrantes, em Maceió.
A ação ocorre diariamente, das 8h às 20h, com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e advogados. O objetivo é garantir atendimento imediato e humanizado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência durante o período festivo.
A iniciativa é executada por meio do Centro de Atendimento Integrado para Crianças e Adolescentes (Caica) Ana Beatriz, que tem base operacional no bairro do Tabuleiro do Martins.
Proteção durante o Carnaval
A Operação Carnaval foi estruturada para responder ao aumento no fluxo de pessoas e ao consumo de bebidas alcoólicas, fatores que, historicamente, elevam os casos de violência e situações de vulnerabilidade envolvendo o público infantojuvenil.
Para a secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, Tereza Nelma, a presença da Secdef na Central de Flagrantes potencializa a defesa de direitos com a prioridade absoluta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “O Estado se faz presente para proteger quem mais precisa em um período de maior exposição a riscos”, destaca a secretária.
Tereza Nelma acrescenta que a atuação estratégica no local reduz a revitimização e assegura um acolhimento mais rápido e eficaz.
Como funciona o atendimento
Na prática, ao ser registrada uma ocorrência na Central de Flagrantes, a equipe do CAICA é acionada imediatamente. O atendimento acontece em sala reservada, garantindo sigilo, escuta qualificada e orientação jurídica. Após o acolhimento inicial, os casos são encaminhados diretamente a órgãos como o Conselho Tutelar, o Ministério Público e a Defensoria Pública, assegurando a continuidade da proteção.
A gerente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secdef, Priscila Morais, ressalta que a atuação in loco permite maior articulação entre os órgãos e agilidade no fluxo de atendimento. “A operação tem intuito de assegurar que o acolhimento qualificado ocorra desde o primeiro contato, garantindo que os casos continuem sendo acompanhados pelo Caica mesmo após o encerramento do período carnavalesco”, conclui.
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