Vida Esportiva
Queda de ações faz Roger Federer perder R$ 265 milhões e ex-tenista deixa clube dos bilionários
Fortuna do suíço caiu para US$ 952,4 milhões após papéis da On Holding despencarem quase 19%; participação na empresa havia levado atleta ao status de bilionário em 2025
Roger Federer deixou de ser bilionário após uma forte queda nas ações da On Holding, empresa suíça de artigos esportivos da qual o ex-tenista é acionista. Segundo estimativa da revista Forbes, a fortuna do campeão de 20 Grand Slams caiu para US$ 952,4 milhões (cerca de R$ 4,86 bilhões) na tarde desta terça-feira (11), uma redução de pelo menos US$ 52 milhões (R$ 265,2 milhões) no mesmo dia.
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A queda ocorreu depois que a On divulgou os resultados do segundo trimestre, que ficaram abaixo das expectativas do mercado. Por volta das 12h30, as ações da companhia recuavam cerca de 19%, afetando diretamente o valor da participação de Federer.
A empresa registrou vendas líquidas de 850,4 milhões de francos suíços (US$ 1,04 bilhão ou R$ 5,30 bilhões) no segundo trimestre. O resultado representa crescimento de 13% em relação ao mesmo período anterior, mas ficou abaixo da previsão de 878,4 milhões de francos suíços (US$ 1,08 bilhão ou R$ 5,51 bilhões), segundo o Wall Street Journal.
Apesar da reação negativa dos investidores, os números da companhia tiveram alguns indicadores positivos. O lucro líquido chegou a 105 milhões de francos suíços (US$ 129,4 milhões ou R$ 660 milhões), contra um prejuízo de 40,9 milhões de francos suíços (US$ 50,4 milhões ou R$ 257 milhões) no mesmo período do ano anterior.
A margem de lucro bruto também avançou, passando de 61,5% para 65,4%. Com o resultado, a empresa elevou sua projeção para a margem no acumulado do ano para 65%.
Participação na On fez fortuna crescer
Federer possui aproximadamente 2,5% da On Holding, também de acordo com estimativas da Forbes. A participação, formada por ações de diferentes classes, foi um dos principais fatores que levaram o patrimônio do ex-atleta a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em 2025.
O suíço tornou-se coproprietário da empresa em 2019. A On descreve o ex-tenista como um "parceiro próximo de nossos fundadores". A relação também envolve colaboração no desenvolvimento de produtos e na estratégia da marca.
A participação acionária se somou aos contratos milionários de patrocínio firmados por Federer ao longo da carreira. Entre as empresas que mantêm ou mantiveram acordos com o suíço está a Uniqlo.
Fortuna construída fora das quadras
Aos 44 anos, Federer está aposentado do tênis desde 2022. Durante 24 anos de carreira profissional, acumulou cerca de US$ 131 milhões (aproximadamente R$ 668 milhões) apenas em premiações.
O suíço conquistou 20 títulos de Grand Slam e se consolidou como um dos atletas mais bem-sucedidos comercialmente da história do esporte. Mesmo depois da aposentadoria, contratos publicitários e investimentos ajudaram a ampliar sua fortuna.
A queda desta terça-feira, portanto, não representa uma perda definitiva do patrimônio, mas uma redução no valor de mercado de seus ativos. Com uma fortuna estimada em US$ 952,4 milhões, Federer está a menos de US$ 50 milhões da marca de US$ 1 bilhão.
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