Vida Esportiva

Uefa, Concacaf e AFC criticam Infantino em carta conjunta, afirmando que futebol 'não pertence a nenhum indivíduo'

Três confederações defendem que liderança no esporte não deve ser um ato de poder pessoal

Agência O Globo - 10/08/2026
Uefa, Concacaf e AFC criticam Infantino em carta conjunta, afirmando que futebol 'não pertence a nenhum indivíduo'
Infantino - Foto: Reprodução / Instagram

Uefa, Concacaf e AFC voltaram a criticar o presidente da Fifa, Gianni Infantino, nesta segunda-feira. Em uma carta conjunta dirigida à 'família do futebol', as três confederações afirmaram que o futebol não pertence a nenhum indivíduo e defenderam que a liderança esportiva deve estar submetida ao interesse coletivo.

'A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de conservar —ou exigir— o poder para si mesmo', escreveram as entidades.

Na sequência, Uefa, Concacaf e AFC afirmaram que a autoridade confiada a dirigentes pode ser perdida quando há quebra de confiança.

'Quando a confiança é rompida por meio de engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou a autoridade, esse dever foi abandonado', acrescentaram as confederações.

A carta foi publicada em meio às críticas dirigidas a Infantino, mas as três entidades não mencionaram nominalmente o presidente da Fifa no documento.

Críticas extrapolam o futebol

No fim de julho, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que Gianni Infantino é 'a pessoa errada' para comandar a Fifa e classificou uma proposta de Infantino para abrir parte dos direitos comerciais da entidade ao mercado como 'ultrajante'. Segundo ele, o simples fato de a iniciativa ter sido cogitada já colocava em dúvida a capacidade do dirigente de permanecer à frente da organização.

A manifestação reforçou a pressão sobre o presidente da Fifa, que já enfrentava oposição aberta das principais confederações do futebol mundial. Em comunicado, a Uefa chegou a afirmar que a atual liderança da entidade perdeu a confiança não apenas da organização europeia, mas também de 'muitos outros membros da família do futebol'.

A entidade ainda agradeceu o apoio recebido de torcedores, clubes, ligas, jogadores e também de primeiros-ministros e chefes de Estado que criticaram a proposta.