Vida Esportiva
Em comunicado, Infantino pede desculpas por plano que venderia participações da Copa do Mundo pela Fifa
Presidente da entidade admite erros na condução da proposta, mas recebe apoio unânime da cúpula da Fifa após reunião de emergência no Marrocos
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu desculpas pelos "erros" cometidos na condução do plano que previa a venda de participações comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da entidade a investidores privados. A proposta, que gerou forte reação de federações e dirigentes do futebol mundial, acabou sendo abandonada pela entidade. Apesar da crise, a alta cúpula da Fifa reafirmou apoio ao dirigente após uma reunião de emergência realizada no Marrocos, segundo informações do jornal britânico The Independent.
Crise na Fifa:
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Em carta divulgada nesta quarta-feira (5), assinada por Infantino e pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, o presidente reconheceu falhas no processo de elaboração e apresentação do projeto.
— Reconhecemos que foram cometidos erros no processo de proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE). Certamente não era a intenção fazer com que o Conselho da Fifa e as associações-membro se sentissem excluídos do processo; a questão deveria ter sido conduzida de outra forma. Também ocorreram erros após o vazamento da proposta para a imprensa. Pedimos sinceras desculpas por esses erros e nos comprometemos a evitar que se repitam — afirmou o dirigente.
Segundo o comunicado, a entidade fará uma revisão dos procedimentos adotados e apresentará um relatório ao Conselho da Fifa na próxima reunião oficial.
A iniciativa previa a criação de uma empresa responsável por comercializar participações em ativos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. O projeto, no entanto, enfrentou forte resistência após vir a público. A Uefa chegou a informar que suas seleções não participariam de eventos da Fifa caso a proposta fosse aprovada, aumentando a pressão sobre Infantino.
Na véspera da reunião de emergência, o presidente da Federação Jordaniana de Futebol, príncipe Ali bin Hussein, acusou Infantino de "chantagem", ampliando a crise política dentro da entidade.
Apesar das críticas, o comunicado divulgado após o encontro descartou qualquer possibilidade de mudança no comando da Fifa.
— Para evitar dúvidas, o secretário-geral da Fifa e o Conselho de Administração presentes reafirmam seu total apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, como o único dirigente eleito pelas 211 associações-membro da Fifa — destacou a nota.
O texto acrescenta que os processos internos, a comunicação e a interação entre a presidência, a secretaria-geral e o conselho poderão ser aprimorados para tornar a governança da entidade mais eficiente e transparente. A Fifa também confirmou que a proposta foi oficialmente retirada e afirmou que tomará medidas para proteger sua reputação diante das críticas.
Mesmo com o apoio interno, Infantino segue enfrentando pressão externa. Diversos países já retiraram apoio à sua reeleição em 2027. Entre os críticos está .
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