Vida Esportiva

Saiba quem é Danielzinho, maratonista encontrado em São Paulo após mais de um mês desaparecido

Uma das grandes promessas do atletismo brasileiro, atleta de 28 anos chegou a bater recorde sul-americano, mas entrou em depressão após ser suspenso por doping

Agência O Globo - 02/08/2026
Saiba quem é Danielzinho, maratonista encontrado em São Paulo após mais de um mês desaparecido
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O maratonista Daniel Ferreira do Nascimento , conhecido como Danielzinho , foi encontrado em São Paulo , capital. A confirmação sobre seu paradeiro foi feita pela mãe do atleta, Valdirense de Paula Ferreira , ao ge. Foi ela quem fez uma publicação nas redes sociais para ajudar a localizá-lo.

Daniel saiu de casa, em Paraguaçu Paulista , no interior de São Paulo, na noite de 19 de junho, por volta das 19h, carregando apenas uma mochila preta. Desde então, não tinha sido mais visto. A família, então, recorreu às redes sociais um mês depois para buscar informações que pudessem ajudar a encontrá-lo.

Conhecido como um dos melhores maratonistas sul-americanos da atualidade, Danielzinho ficou atrás apenas dos africanos. Ele representou o Brasil na maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio , disputados em 2021, e é o atual detentor do recorde sul-americano da distância mais tradicional do atletismo, os 42 km.

O recorde foi previsto em 2022. Até então, o título recebeu a Ronaldo da Costa , que completou a distância em 2h06min05s em 1998. Danielzinho, por sua vez, fez 2h04min51s na Maratona de Seul , na Coreia do Sul, em abril de 2022.

Apesar de ter terminado a prova em terceiro, o tempo garantiu ao jovem o recorde brasileiro e sul-americano.

A velocidade na pista se traduziu em sua carreira. Começou no Peru, em maio de 2021. Foi a vitória no país vizinho que conseguiu uma vaga em Tóquio. Do outro lado do mundo, conquistou o melhor tempo sul-americano. Dois anos e meio antes, ele não imaginava que já teria conquistado tudo isso.

Sua carreira, porém, sofreu uma dura reviravolta após a Olimpíada. Em julho de 2024, seu nome foi associado à substância como D Drostanolona , ​​Metenolona e Noretiocolanolona , ​​esteroides anabolizantes que propiciam aumento dos músculos e ganho de força e energia.

A inclusão do seu nome na lista de atletas suspensos pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) o tirou dos Jogos de Paris e foi retirado, posteriormente, em uma suspensão de cinco anos. Isso significa que o atleta só poderá voltar às competições em 2029.

De acordo com a família, Danielzinho enfrenta um quadro de depressão desde então.