Vida Esportiva
Quem era Júlio Barreto, corredor que morreu após completar prova de 21 quilômetros em São Paulo
Atleta amador de 50 anos acumulava maratonas, provas de montanha e histórico no ciclismo; amigos afirmam que ele mantinha exames em dia e tinha vida saudável
A morte do corredor Júlio Barreto, de 50 anos, após concluir a meia-maratona da SP City Marathon, neste domingo, comoveu atletas e amigos. Experiente em provas de longa distância, ele passou mal depois de cruzar a linha de chegada dos 21 quilômetros e sofreu uma parada cardíaca.
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Segundo o treinador Rogério Orban, Júlio terminou a corrida normalmente, chegou a comemorar o resultado e trocou de roupa antes de apresentar o mal-estar.
— Ele terminou a corrida bem, comemorou e trocou de roupa tranquilamente, mas acabou tendo uma parada cardíaca. São coisas que acontecem e não conseguimos explicar — afirmou à CNN Brasil.
Júlio era atleta amador, mas mantinha uma rotina intensa de treinos. Antes de ingressar nas corridas de rua, dedicou boa parte da vida ao ciclismo. A partir de 2021, passou a disputar regularmente provas de rua e de trail run (corridas em trilhas), acumulando participações em maratonas e competições de montanha.
Sua nutricionista, Camila Porto, contou que ele mantinha hábitos saudáveis e realizava acompanhamento médico periódico.
— Era uma pessoa extremamente ativa, não fumava, bebia muito pouco e cuidava bem da alimentação. Já fez pelo menos cinco maratonas desde que virou meu paciente, já tinha disputado algumas vezes os 21 km da SP City, e seus exames até o ano passado nunca apontaram nenhuma alteração. Foi algo 100% inesperado para nós — disse.
Fora das pistas, Júlio construía carreira no setor farmacêutico. Era gerente de acesso ao mercado da Danone e acumulava mais de duas décadas de experiência na indústria, com passagens por empresas como Johnson & Johnson e Abbott.
A morte também provocou comoção entre os colegas da Vila Leopoldina Road Runners, grupo de corrida do qual fazia parte. Em nota publicada nas redes sociais, a equipe lamentou a perda do atleta.
— Hoje nossos treinos seguem mais silenciosos, mas sua história continuará fazendo parte da Vila Leopoldina Road Runners. Nos despedimos de alguém que compartilhou treinos, desafios, conquistas e deixou sua marca entre todos nós — escreveu o grupo.
O Sindicato dos Propagandistas do Estado de São Paulo (Sinprovesp) também prestou homenagem ao corredor. Rodrigo Cazorlas, integrante da diretoria da entidade e ex-colega de trabalho de Júlio na Abbott, destacou a relação construída ao longo dos anos.
— O Júlio foi da minha equipe quando trabalhamos na Abbott e sempre foi um excelente colega e amigo — afirmou.
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