Vida Esportiva
Ana Marcela Cunha completa travessia do Canal da Mancha e bate recorde sul-americano
Campeã olímpica superou correntes e ondulações para finalizar o percurso em 8h25min29s, o melhor resultado desde 2022
A brasileira Ana Marcela Cunha , campeã olímpica e detentora de 17 medalhas em Campeonatos Mundiais, concluiu nesta quarta-feira a travessia do Canal da Mancha, entre Inglaterra e França. A nadadora percorreu 42,9 milhas em 8h25min29s, estabelecendo um novo recorde sul-americano da prova, considerando homens e mulheres.
Ana Marcela iniciou uma travessia às 1h (horário de Brasília), em Dover, na costa inglesa, e chegou a Calais, na França, por volta das 9h25. A distância percorrida é maior do que a extensão na linha reta do canal devido às fortes correntes e ondulações, que forçam os nadadores a seguir uma rota não linear.
Com esse resultado, a brasileira superou os recordes sul-americanos de Adherbal de Oliveira , que completou o percurso em 8h49min, em 2015, e de Ana Mesquita , que gravou a marca de 9h40min, em 1993. O tempo de Ana Marcela é também o mais rápido registrado na travessia por homens ou mulheres desde 2022. Entre as mulheres, esta é a melhor marca desde 1999.
— Essa travessia era um sonho muito pessoal, de criança. Ter atravessado e realizado esse sonho é de extrema importância para minha vida. Estou muito, muito feliz — celebrou Ana Marcela, logo após deixar a água.
A nadadora conto com uma equipe técnica em um barco de apoio. O treinador Rogério “Kafu” ficou responsável pelas orientações, hidratação e alimentação do atleta. O especialista Igor de Jesus , guia da travessia, traçou uma estratégia para a chegada à costa francesa.
Treze embarcações a partir de quarta-feira para acompanhar os atletas nesta travessia. Ana Marcela foi a última nadadora a começar o percurso, cerca de quatro horas após a saída do primeiro barco. Ainda assim, ultrapassou todos os concorrentes e foi a primeira a chegar a Calais.
— Essa travessia foi para mim um momento de curtição. Independentemente de todos os fatores que encontrei, como um pouco de ondas e algumas caravelas, nada me prejudicou. Eu tinha a experiência de ter nadado, provas longas e isso trouxe tranquilidade para saber a direção, sentir a correnteza e seguir em frente — explicado a nadadora.
Ana Marcela também destacou a confiança nos profissionais que acompanharam durante o percurso:
— Acredito que todos os profissionais que estavam no barco me passaram firmeza e confiei bastante na análise deles. Em alguns momentos, acelerei o ritmo de braçadas para me manter confortável. No fim, foi tudo demais. Estou cansada, mas muito realizada — finalizou a campeã olímpica.
Mais lidas
-
1RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
2SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
3DESASTRE CLIMÁTICO.
Poderoso furacão Polo castiga a costa do México enquanto Nolo se dirige para o Havaí.
-
4
Vereadora eleita no Maranhão faz sexo dentro do Cartório
-
5SERVIÇOS ESSENCIAIS
Após decisão do TST, Caixa retoma atendimento parcial durante greve dos bancários