Vida Esportiva

Depois de 80 anos, atletas voltarão a fazer prova a nado de Paris que passa pelo Louvre e pela Torre Eiffel

Competição de águas abertas no Rio Sena marcará o retorno de uma travessia que não era realizada desde 1945 e terá percurso de 8,5 quilômetros

Agência O Globo - 10/07/2026
Depois de 80 anos, atletas voltarão a fazer prova a nado de Paris que passa pelo Louvre e pela Torre Eiffel
- Foto: Reprodução

Depois de mais de oito décadas, atletas voltarão a atravessar o trecho mais turístico de Paris a nado em uma competição oficial. A 12ª edição da Harmonie Mutuelle Open Swim, marcada para domingo (12), promete resgatar uma prova que não era disputada desde 1945, levando os participantes a percorrerem 8,5 quilômetros pelas águas do Rio Sena.

A travessia será a principal atração do evento de águas abertas, partindo da Biblioteca Nacional da França, no 13º arrondissement, com chegada ao Quai de Grenelle, no 15º arrondissement. Nas edições anteriores, a competição era realizada no Canal de l'Ourcq e em trechos menores do Sena, mas, neste ano, o percurso atravessará uma parte importante da capital francesa.

A prova principal será destinada a nadadores de elite, atletas filiados a federações esportivas que não sejam a Federação Francesa de Natação, como as de triatlo e salvamento aquático, e também a competidores sem filiação que atendam aos critérios de qualificação. Para participar, será necessário comprovar a capacidade de completar uma prova de 5 quilômetros em menos de 1 hora e 30 minutos.

Além da travessia de 8,5 quilômetros, a organização promoverá provas mais curtas, abertas ao público em geral. Haverá percursos de 2 quilômetros, com e sem nadadeiras, além de uma disputa de 1 quilômetro, disponíveis tanto para nadadores federados quanto para amadores.

A retomada da travessia representa mais um passo na reaproximação do Sena com atividades esportivas. Após anos de investimentos para melhorar a qualidade da água do rio, Paris voltou a sediar provas aquáticas e agora revive uma tradição interrompida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Para as Olimpíadas de Paris, em 2024, o governo investiu R$ 7 bilhões para despoluir o Sena, onde não era permitido nadar desde 1923, devido à navegação local e à contaminação. As provas de triatlo que aconteceram lá precisaram ser remarcadas por conta de níveis de bactérias na água.