Vida Esportiva
Um ano de Ancelotti: confira o retrospecto do técnico à frente da Seleção Brasileira
Italiano assumiu a Seleção em meio à crise, disputou dez partidas e chega à Copa de 2026 respaldado pela recuperação do ambiente interno
Há exatamente um ano, a chegada de Carlo Ancelotti à Seleção Brasileira encerrou uma das negociações mais longas e turbulentas da história recente da CBF. Após meses de espera, indefinições e mudanças de comando interinas, o treinador multicampeão pelo Real Madrid foi anunciado oficialmente como novo técnico da equipe nacional, tornando-se o primeiro estrangeiro a assumir o Brasil de forma efetiva em mais de seis décadas.
O cenário encontrado pelo italiano era de instabilidade. Eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, a Seleção atravessou um ciclo marcado por trocas de comando, atuações irregulares e pressão crescente sobre a CBF. Antes da chegada de Ancelotti, o tempo passado pelas mãos de Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior, sem conseguir estabelecer uma continuidade técnica ou identidade em campo.
A estreia do treinador ocorreu em junho de 2025, com um empate sem gols diante do Equador, fora de casa, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Dias depois, porém, veio a primeira vitória: 1 a 0 sobre o Paraguai, em São Paulo, resultado que praticamente encaminhou a classificação brasileira para a Copa do Mundo FIFA de 2026.
Ao longo do primeiro ano no comando, Ancelotti promoveu uma reformulação gradual na equipe. Sem mudanças bruscas, apostou em um modelo mais equilibrado, defensivamente e mesclou jogadores experientes com jovens revelações do futebol brasileiro e europeu. O período também marcou a retomada do protagonismo de Neymar, novamente peça central do projeto da Seleção.
Em 12 meses de trabalho, o italiano realizou cinco convocações oficiais e comandou o Brasil em dez partidas. O retrospecto registra cinco vitórias, dois empates e três derrotas, com 13 gols marcados e oito derrotas.
A última convocação do ciclo foi apresentada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e definiu os 26 jogadores que disputarão o Mundial de 2026. A lista simbolizou o encerramento do primeiro ciclo completo de Ancelotti à frente da equipe. Pouco depois, a CBF confirmou a atualização contratual do treinador até 2030.
Além dos resultados em campo, o italiano passou a ser elogiado nos bastidores pelo ambiente construído na Seleção. A relação próxima com os jogadores, o perfil sereno e a gestão menos conflituosa ajudaram a reduzir a pressão interna que rondava a equipe desde o pós-Catar.
Agora, Ancelotti inicia o maior desafio desde que aceitou comandar o Brasil. A estreia da Seleção na Copa do Mundo será no dia 13 de junho, diante de Marrocos, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Depois, o Brasil ainda enfrentará Haiti e Escócia na fase de grupos.
Um ano após assumir o comando, Ancelotti chega ao Mundial respaldado pela recuperação do ambiente interno e pela expectativa de recolocar o Brasil na disputa pelo hexacampeonato.
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