Vida Esportiva

Vasco lamenta morte de Geovani e destaca legado do 'Pequeno Príncipe'

Clube exalta importância do ídolo, que disputou 408 partidas e marcou época com genialidade e conquistas

Agência O Globo - 18/05/2026
Vasco lamenta morte de Geovani e destaca legado do 'Pequeno Príncipe'
Geovane, craque do Vasco nos anos 80

O Vasco da Gama expressou profundo pesar pelo falecimento de Geovani, um dos grandes ídolos de sua história, em publicações nas redes sociais nesta terça-feira (25). O clube destacou a relevância da ex-camisa 8, ressaltando que ele "não só marcou uma geração inteira de vascaínos, como também foi símbolo de genialidade no gramado".

Geovani, referência do futebol capixaba, morreu aos 62 anos após sofrer uma parada cardíaca durante a madrugada. Ele foi levado a um hospital em Vila Velha, Espírito Santo, mas já chegou sem vida. O ex-jogador deixa três filhos.

A família de Geovani utilizou as redes sociais do próprio ex-atleta para comunicar o falecimento. No comunicado, informaram que o ex-meia "passou mal de forma repentina" e, apesar dos esforços e técnicas de reanimação, não resistiu. O velório e o sepultamento estão previstos para esta terça-feira, em Vila Velha.

Histórico e legado

Conhecido como "Pequeno Príncipe" — apelido inspirado no clássico de Antoine de Saint-Exupéry —, Geovani conquistou a idolatria da torcida vascaína ao longo de três passagens pelo clube, sendo o mais marcante na década de 1980. Ao lado de nomes como Roberto Dinamite e Romário, foi campeão estadual em 1982, 1987, 1988, 1992 e 1993.

Geovani também brilhou nas opções de base e principal do Brasil. Disputou os Mundias sub-20 de 1981 e 1983, sagrando-se campeão, artilheiro (com 6 gols) e autor do gol do título diante da Argentina na final de 1983. Compartilhou o elenco com futuros craques como Bebeto, Mauricinho, Jorginho e Dunga.

Em 1988, aos 25 anos, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, integrando um tempo com Taffarel, Romário, Bebeto e Careca. Também fez parte do grupo campeão da Copa América de 1989, disputada no Brasil.

O camisa 8 atuoso ainda no futebol do México, Alemanha e Itália, encerrando a carreira no Espírito Santo, onde defendeu clubes como Rio Branco, Desportiva, Serra, Tupy e Vilavelhense. Geovani se aposentou em 2002, aos 38 anos, deixando um legado de talento e dedicação ao futebol brasileiro.