Vida Esportiva
No mês de conscientização do melanoma, pentacampeão mundial de skimboard relembra câncer na boca aos 22 anos: ‘Foi o maior susto da minha vida’
Surfista descobriu câncer após ferida no lábio não cicatrizar durante meses; ao GLOBO, relembrou episódio no mês internacional de conscientização
No mês internacional de conscientização sobre o melanoma , o pentacampeão mundial de skimboard Lucas Fink decidiu transformar uma experiência traumática em alerta para atletas e jovens expostos diariamente ao sol. Aos 22 anos, o brasileiro recebeu o diagnóstico de melanoma no laboratório após anos negligenciando justamente uma das áreas mais sensíveis da pele.
Hoje, cinco anos após o susto, Fink usa sua própria história para conscientizar surfistas e praticantes de esportes ao ar livre sobre os riscos da exposição solar sem proteção adequada.
— Eu sempre passei protetor no rosto, mas ignorei completamente o sono. Faltava conhecimento de que eu precisava usar protetor labial também — contorno.
O atleta revelou que os primeiros sinais apareceram em 2021, quando uma ferida nos lábios não cicatrizava após sucessivas sessões sob o sol. O que parecia apenas uma queimadura comum evoluiu para uma casquinha permanente e uma pequena protuberância.
O diagnóstico veio após avaliação feita por familiares médicos e mudou completamente a rotina do surfista.
— Ouvir a palavra 'câncer' associada ao seu nome é uma sensação bizarra. Foi muito mais difícil do que qualquer lesão física — afirmou.
Como o melanoma já estava em estágio avançado, Lucas precisou passar por cirurgia, remoção de parte dos lábios e tratamento quimioterápico com pomadas específicas. O processo o atraso de março por três meses.
Durante a recuperação, o atleta precisou usar máscara e proteção constante, até mesmo em ambientes fechados. Nos anos seguintes, realizou novos procedimentos preventivos para remoção de manchas suspeitas.
Agora, no mês dedicado à conscientização sobre o melanoma, Fink afirma que tenta quebrar preconceitos dentro do universo do surfe e reforçar a importância da proteção labial.
— Às vezes as pessoas acham que passar algo no trabalho não é “masculino”, mas eu quebrei essa barreira entre meus colegas surfistas. Se meu erro servir para evitar que alguém passe pelo que eu passei, minha missão está cumprida — disse.
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