Vida Esportiva
Torcedor cobra R$ 21,5 mil de John Kennedy após acidente no pós-Maracanã; jogador é alvo de ação
Leonardo Rabello afirma que BMW ligada ao atacante bateu em seu carro e deixou o local; processo cita mensagens ignoradas e postagem 'em tom de deboche'
O atacante John Kennedy tornou-se alvo de uma ação judicial no Rio de Janeiro após um torcedor do Fluminense acusar uma BMW vinculada ao jogador de se envolver em um acidente e deixar o local sem prestar assistência após uma partida no Maracanã. O processo, ao qual O GLOBO teve acesso, foi protocolado neste ano e representa um novo capítulo do caso revelado em novembro de 2024.
Motorista aponta omissão e cobrança de indenização
Na ação, Leonardo Rabello, de 43 anos, solicita R$ 21,5 mil por danos materiais e morais contra a empresa JOHN KENNEDY B. DE SOUZA LTDA, especificamente como proprietários do veículo envolvido no incidente.
De acordo com Rabello, as operações ocorreram na noite de 22 de outubro de 2024, após a vitória do Fluminense sobre o Athletico-PR no Maracanã. Ele relata que voltou para casa quando um BMW 320, em alta velocidade, atingiu a traseira lateral de seu automóvel na região entre Benfica e Del Castilho, Zona Norte do Rio.
Segundo o relato apresentado à Justiça, o motorista teria fugido logo após a batida, seguindo em direção à região de Manguinhos. Rabello afirma que tentou resolver a situação diretamente antes de recorrer ao Judiciário. Conforme a ação, ele buscou contato durante semanas e anexou prints de mensagens e tentativas de comunicação sem resposta.
O processo também menciona uma publicação feita por John Kennedy nas redes sociais no dia seguinte ao acidente. Segundo o autor, a história com uma foto do carro foi interpretada como uma postagem “em tom de deboche”.
Na petição, a defesa de Rabello afirma que o episódio ultrapassou os danos materiais ao veículo, provocando desgaste emocional diante da ausência de solução extrajudicial. O documento solicita ainda a preservação e análise de imagens de câmeras da CET-Rio e de monitoramento da região para auxiliar na retirada da trajetória do veículo após a invasão.
A ação foi movida contra a pessoa jurídica ligada ao jogador, aberta em 2024 e registrada com atividades relacionadas a marketing e agenciamento esportivo. Na época em que o caso ocorreu à tona, a assessoria de John Kennedy informou que o atleta não se pronunciaria publicamente e aguardaria os desdobramentos legais. Procurado pela reportagem, ele não se manifestou. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.
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