Vida e Saúde
‘Tadala’, febre entre jovens, pode levar à cegueira, indica estudo
Uso prolongado de tadalafila estaria associado à maior risco de glaucoma
Entre 2022 e 2024, a venda de tadalafila, remédio indicado para tratar disfunção erétil, aumentou 2000%, pulando de três milhões de unidades para quase 65 milhões, segundo a ANVISA. O aumento teria sido causado, de acordo com o Conselho Federal de Farmácia, principalmente pela adoção entre os mais jovens.
Nas redes sociais, o remédio é vendido como uma espécie de pré-treino milagroso. Além disso, muitos jovens têm usado a famosa “azulzinha” durante relações sexuais.
Entretanto, uma nova pesquisa da Universidade de Taiwan descobriu uma possível associação entre o uso de tadalafila e um maior risco de glaucoma.
Cientistas chineses se basearam nos dados de mais de 73 mil homens com 40 anos ou mais, que tanto usavam quanto não usavam tadalafila — cujo nome de referência é Cialis — sendo que cada grupo contou com exatamente 36.927 participantes.
O que eles descobriram foi que quem fazia uso prolongado de tadalafila teve consideravelmente mais risco de desenvolver glaucoma em um período de cinco anos: “A avaliação e o acompanhamento oftalmológicos podem ser considerados, particularmente em pacientes com fatores de risco para glaucoma”, escreveram os autores em seu artigo.
Os usuários do medicamento tiveram até 22% a mais de chance de desenvolver a doença, além de apresentarem um maior risco de desenvolver hipertensão ocular, que é uma pressão ocular elevada não prejudicial que pode ser um fator de risco para o glaucoma.
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