Vida e Saúde

Ministério da Saúde recomenda vacinação contra o sarampo para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo independentemente de dose prévia

Público alvo é de 6 meses a 59 anos de idade, que poderão se vacinar durante a Campanha de Multivacinação, entre 3 de agosto e 1º de setembro

Agência O Globo - 29/07/2026
Ministério da Saúde recomenda vacinação contra o sarampo para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo independentemente de dose prévia
Ministério da Saúde - Foto: Reprodução / Agência Gov

Pessoas de São Paulo , Guarulhos e São Bernardo do Campo devem se vacinar contra o sarampo mesmo com dose prévia, segunda nova recomendação do Ministério da Saúde, feita na terça-feira (28). A pasta constitui uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus de fora do país nessas localidades.

Até o momento, o Brasil confirmou 14 casos de sarampo em 2026 . Três registros identificados no início do ano já foram encerrados, sem risco de transmissão. Atualmente, há um surto ativo com 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove no município de São Paulo. As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem confidenciais como de fonte de infecção desconhecida.

O surto foi identificado em uma região de intensa mobilidade populacional, com elevado fluxo internacional de viajantes e circulação frequente de pessoas provenientes de outros países, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus.

O público alvo é de 6 meses a 59 anos, que poderá se vacinar durante a Campanha de Multivacinação, entre 3 de agosto e 1º de setembro.

Para apoiar a ação, a pasta está reforçando o abastecimento de vacinas. Em 2026 , o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.

A vacina contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) . Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses, mais vulneráveis ​​à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.