Vida e Saúde
Lula sanciona lei que cria estratégia para garantir autonomia na produção de medicamentos e vacinas
Proposta prevê estímulos à produção nacional em saúde e estabelece regras para compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional em junho, que busca garantir a autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos. O texto cria a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
A proposta prevê estímulos à produção nacional em saúde e estabelece regras para compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A estratégia nacional terá como diretrizes:
- Fortalecimento do SUS;
- Garantia de acesso a tecnologias de saúde;
- Capacitação de recursos humanos;
- Prevenção e combate a epidemias;
- Incentivo à produção nacional de medicamentos e dispositivos médicos;
- Inserção internacional de empresas estratégicas brasileiras;
- Uso do poder de compra do Estado para estimular a produção local.
Os objetivos incluem:
- Reduzir as dependências produtiva e tecnológica do SUS;
- Ampliar o acesso universal à saúde;
- Impulsionar a pesquisa e a inovação;
- Modernizar o parque industrial da saúde;
- Alcançar autossuficiência na cadeia produtiva;
- Estimular investimentos;
- Preparar o sistema para emergências de saúde pública.
Segundo o projeto, as empresas que desejarem se qualificar como “empresa estratégica de saúde” (EES) deverão atender a condições mínimas, como:
- Terem como finalidade social a realização de atividades produtivas, de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, além do desenvolvimento de parque industrial voltado ao planejamento estratégico em saúde;
- Disporem, no país, de instalação industrial para fabricação de “produto estratégico de saúde” (PES);
- Apresentarem histórico de atividade produtiva e de inovação;
- Terem capacidade de assegurar continuidade e expansão produtiva no Brasil.
Essas empresas terão prioridade em questões regulatórias, em chamamentos públicos e processos seletivos relacionados à pesquisa, desenvolvimento, inovação ou produção, além de acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES.
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