Vida e Saúde
Curvar-se no trabalho durante a gestação pode aumentar o risco de aborto, indica estudo dinamarquês
Pesquisa com mais de 800 mil gestações aponta que passar mais tempo curvada durante o trabalho está associado a um maior risco de aborto espontâneo
Trabalhos que exigem permanecer em pé, caminhar ou se curvar durante a gravidez podem aumentar o risco de aborto espontâneo, segundo um estudo dinamarquês que acompanhou mais de 800 mil gestações.
Cuidados com a pele e para prevenir queda de cabelo: veja os tratamentos feitos por Neymar
Vida sexual do casal melhora quando homens dividem as tarefas domésticas, aponta estudo
Sem sorte no amor? Culpe seu DNA! Estudo revela que genética indica maior chance de viver términos
Publicada na revista Occupational and Environmental Medicine, a pesquisa identificou que o maior risco está associado ao ato de se curvar para a frente. Cada hora diária nessa posição foi relacionada a um aumento de 36% no risco de perda gestacional.
Já permanecer em pé apresentou uma associação mais discreta: um aumento de 3% no risco para cada hora adicional.
Os resultados permaneceram consistentes mesmo após os pesquisadores ajustarem a análise para fatores como idade, escolaridade e histórico gestacional das participantes.
Estudo analisou mais de 800 mil gestações
Um dos principais pontos fortes da pesquisa é o tamanho da amostra. Foram analisados mais de 800 mil registros de gestação de cerca de 475 mil mulheres empregadas na Dinamarca entre 2004 e 2018.
Desse total, aproximadamente 81 mil gestações (10%) terminaram em aborto espontâneo.
Como a base de dados não continha informações detalhadas sobre a demanda física de cada ocupação, os pesquisadores utilizaram a matriz de exposição ocupacional PRECISE, desenvolvida especificamente para estimar o esforço físico de trabalhadoras grávidas.
A ferramenta combina dados obtidos por sensores de movimento de mais de 400 mulheres em mais de 100 ocupações com avaliações realizadas por três especialistas, abrangendo mais de mil classificações profissionais.
O que os pesquisadores descobriram
Além da associação entre permanecer curvada e o risco de aborto espontâneo, o estudo mostrou que cada hora adicional caminhando esteve relacionada a um aumento de 18% nesse risco.
A postura curvada foi a única a apresentar uma relação consistente de dose-resposta: quanto mais tempo a gestante permanecia nessa posição, maior era o risco observado.
Os autores destacam, porém, que o estudo identifica associações estatísticas e não comprova uma relação de causa e efeito.
Os resultados reforçam a importância da ergonomia no ambiente de trabalho, especialmente em profissões que exigem permanência prolongada em posturas desfavoráveis, como caixas de supermercado, profissionais da enfermagem e outras atividades com elevada demanda física.
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2ORGULHO PALMEIRENSE
Professor de Palmeira dos Índios é aprovado em curso nacional de elite do voleibol
-
3FENÔMENO NATURAL
Céu 'pega fogo' em Caracas: fenômeno raro pinta a Venezuela de vermelho
-
4ARAPIRACA
Governo de Alagoas autoriza início de obras de acesso às Vilas São José e Aparecida, em Arapiraca
-
5COPA E HUMOR
Antes de Brasil x Noruega, Haaland vira “rola” em repente e toma conta dos memes nas redes sociais; veja vídeo