Vida e Saúde
Hambúrguer malpassado aumenta risco de intoxicação alimentar; entenda
Carne moída rosada por dentro pode manter bactérias nocivas, como E. coli e salmonela, vivas no alimento
Uma nova pesquisa da Food Standards Scotland (FSS) aponta que uma em cada três pessoas admite consumir hambúrgueres malpassados, hábito que pode aumentar o risco de intoxicação alimentar.
Segundo o levantamento, comer hambúrgueres ainda rosados por dentro ou que liberam suco rosado representa risco à saúde porque bactérias nocivas, como E. coli e salmonela, podem estar presentes em toda a carne.
Diferentemente de um bife, em que as bactérias da superfície podem ser eliminadas durante o cozimento, a carne moída exige atenção maior. No processo de moagem, possíveis microrganismos presentes na parte externa da carne podem se espalhar para o interior do alimento. Se o hambúrguer não for bem cozido, esses patógenos podem permanecer vivos.
A pesquisa também mostrou que um quinto dos entrevistados nem sempre cozinha os alimentos até que estejam bem quentes por dentro. Além disso, um terço admitiu descongelar carne ou peixe à temperatura ambiente, prática que favorece a multiplicação de bactérias nocivas, em vez de fazer o descongelamento na geladeira.
Um número menor de consumidores relatou comer, ocasionalmente, salsichas ou frango quando ainda estavam rosados ou com suco rosado. O levantamento apontou ainda que um terço das pessoas lava o frango cru, apesar das recomendações contrárias, já que os respingos podem espalhar bactérias pela cozinha.
“Esses resultados mostram que hábitos de risco ainda são muito comuns. Comer hambúrgueres ou frango malpassados pode levar a intoxicações alimentares graves, mas é totalmente evitável”, afirmou Louise Crozier, consultora científica sênior da FSS.
De acordo com especialistas, churrascos estão entre as situações de maior risco, pois a carne pode ser preparada de forma insuficiente ou os alimentos podem ser transportados e mantidos em temperaturas inadequadas, favorecendo o crescimento de bactérias.
“Em churrascos, especialmente, é importante não confiar no palpite. Certifique-se de que a comida esteja bem quente por dentro e, se possível, use um termômetro de carne para garantir que esteja totalmente cozida antes de servir”, orientou a especialista.
Os dados também indicam que um quarto das pessoas consome sobras após três dias ou mais, embora a recomendação seja ingeri-las em até dois dias. Pessoas com maior risco de intoxicação alimentar, incluindo aquelas com sistema imunológico enfraquecido, têm maior probabilidade de desenvolver quadros graves quando expostas a alimentos contaminados ou malcozidos.
Especialistas recomendam o uso de termômetro culinário para confirmar o cozimento adequado, o armazenamento imediato de alimentos perecíveis na geladeira e o descarte de produtos que tenham ultrapassado o prazo de validade.
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