Vida e Saúde

Guabiroba: fruta tradicional retorna aos quintais com benefícios nutricionais

Planta típica de casas antigas volta a ganhar espaço; estudos destacam potencial metabólico do fruto

Agência O Globo - 25/05/2026
Guabiroba: fruta tradicional retorna aos quintais com benefícios nutricionais
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Parente próximo da goiaba e da pitanga , a guabiroba é uma fruta tradicional dos quintais brasileiros que vem ressurgindo como tendência na ornamentação de jardins e quintais pelo país. Nos últimos anos, ela tem espaço reconquistado, valorizada tanto pela beleza quanto pelos benefícios à saúde.

Originária do Cerrado e da Mata Atlântica, a guabiroba se destaca não só pela aparência ornamental, mas também por suas propriedades nutritivas e metabólicas.

Guabiroba no quintal

Com copa densa e podendo atingir até 15 metros de altura, a Campomanesia xanthocarpa — nome científico da guabiroba — é uma árvore semidecídua, característica que garante folhas durante todo o ano e reduz a necessidade de limpeza, já que perde poucas folhas mesmo em períodos de seca.

O fruto da guabiroba é liso, arredondado, com coloração que varia do amarelo ao alaranjado. Sua polpa é firme, doce e suculenta, com maturação entre novembro e dezembro, no início do verão. Antes disso, entre setembro e novembro, suas flores brancas solitárias atraem abelhas e outros polinizadores, tornando o ambiente ainda mais bonito e biodiverso.

Guabiroba no prato

Além do valor ornamental, a guabiroba é reconhecida por seus benefícios nutricionais. A fruta, chinesa e naturalmente adocicada, é rica em vitamina C e vitaminas do complexo B.

Entre seus nutrientes, destacam-se os sais minerais, carboidratos, proteínas e niacina (vitamina B3), importantes para o metabolismo, suplementos do DNA e manutenção da saúde do sistema nervoso.

A guabiroba também contém compostos antioxidantes. Pesquisas recentes investigam possíveis propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e até a capacidade de auxiliar na redução do colesterol, ao menos em estudos realizados com animais.

Além do fruto, outras partes da árvore possuem usos medicinais. O chá feito a partir das folhas e parte da casca é habitualmente utilizado para auxiliar em problemas digestivos e possui efeito anti-inflamatório.