Vida e Saúde
Navio de cruzeiro atingido por hantavírus retoma operações em junho após desinfecção
MV Hondius, da Oceanwide Expeditions, volta a navegar em 13 de junho após surto de hantavírus e limpeza completa na Holanda.
O navio de cruzeiro MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, voltará a navegar em junho após passar por um rigoroso processo de desinfecção na Holanda devido ao surto de hantavírus registrado a bordo. A embarcação, que teve quase uma dúzia de casos confirmados e três mortes associadas à cepa andina do vírus, tem previsão de retomar suas viagens em 13 de junho, conforme informou a companhia.
Chegada e quarentena
O MV Hondius atracou no porto de Rotterdam, na Holanda, às 11h desta segunda-feira. Segundo a empresa, não há pessoas com sintomas a bordo, incluindo os tripulantes desembarcados. Vinte membros da tripulação e dois profissionais do RIVM, o instituto nacional de saúde holandês, desembarcaram e foram encaminhados para uma instalação especializada de quarentena. Outros cinco tripulantes permanecem na embarcação e deverão desembarcar posteriormente, seguindo todos os protocolos sanitários.
Desinfecção completa
A Oceanwide Expeditions contratou o Grupo EWS, especializado em desinfecção de embarcações, para realizar uma limpeza profunda no MV Hondius. O procedimento empregará cloro e peróxido e deve durar entre três e quatro dias, dependendo das inspeções e liberações das autoridades sanitárias. Segundo a empresa, o grupo responsável já atuou em navios durante a pandemia de Covid-19 e garantiu que, após a conclusão do processo, o navio estará seguro para retomar suas operações.
Viagens canceladas e retomada
Devido à operação sanitária, duas viagens programadas foram canceladas: os roteiros HDS02-26 (29 de maio a 5 de junho) e HDS03-26 (5 a 13 de junho). Os passageiros afetados foram orientados e receberam opções de remarcação.
Já a partir de 13 de junho, todas as viagens serão mantidas. O próximo embarque do MV Hondius está previsto para Longyearbyen, em Svalbard, com um cruzeiro de sete dias pelas ilhas próximas ao Polo Norte.
Risco considerado baixo
Também nesta segunda-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que o risco do hantavírus para a população em geral permanece “baixo” e que não há evidências de um surto maior em andamento.
Apesar disso, especialistas ligados à OMS e ao Banco Mundial alertam para o despreparo global diante de futuras pandemias, destacando que investimentos em prevenção, pesquisa e preparação sanitária não acompanham o aumento da frequência das epidemias infecciosas.
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