Vida e Saúde
Pressão alta pode ter relação com falta de potássio, não só com sal
OMS recomenda 3,5g do nutriente por dia; banana, feijão e água de coco estão entre as principais fontes
Embora o senso comum aponte o sal iodado como principal vilão da pressão alta, a deficiência de outro nutriente essencial também pode contribuir para o aumento da pressão arterial: o potássio. Esse mineral é fundamental para o funcionamento da chamada bomba de sódio e potássio no organismo.
O potássio, facilmente encontrado em frutas como banana e abacate, é peça-chave nesse mecanismo responsável por regular o equilíbrio de íons — átomos eletricamente carregados — de sódio e potássio na corrente sanguínea, o que influencia diretamente a condução dos impulsos nervosos.
A bomba atua retirando íons de sódio das células e transportando potássio para dentro delas, utilizando o ATP, principal molécula de armazenamento e transferência de energia do corpo.
Pense na bomba como uma balança: quando o potássio diminui, o sódio se sobressai e o organismo retém mais água para compensar esse desequilíbrio.
Se a ingestão de potássio for insuficiente e o sódio se acumular nas células, ocorre retenção adicional de água e cálcio, o que pode levar à contração dos vasos sanguíneos e, consequentemente, ao aumento da pressão arterial.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade recomendada de potássio para adultos é de 3,5 gramas por dia. Essa meta pode ser alcançada por meio do consumo de alimentos variados, como banana, feijão, batata, mandioca, espinafre, água de coco e abóbora.
Nutricionistas orientam que, como primeiro passo, é importante substituir gradualmente alimentos ultraprocessados por fontes naturais de potássio. Trocar o salgadinho pela banana, o refrigerante pela água de coco e incluir feijão e batata-doce nas refeições são mudanças simples que, mantidas por algumas semanas, já proporcionam melhorias mensuráveis nos níveis de pressão arterial.
Atenção: o consumo excessivo de potássio também pode causar elevação da pressão, especialmente em pessoas hipertensas que utilizam medicamentos para controle da condição.
Além disso, pacientes com doença renal crônica — em especial aqueles que fazem uso de diuréticos, inibidores da ECA ou bloqueadores de angiotensina — devem buscar avaliação médica antes de realizar alterações significativas na dieta.
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