Vida e Saúde
Anvisa determina recolhimento de extratos de cogumelos e lote de canela em pó; veja os produtos afetados
Autarquia afirma ter detectado irregularidades, como a presença de pelo de roedor
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (6) o recolhimento de produtos à base de cogumelo fabricados pela empresa Microdose Life Alimentos Produtos Ltda, além do lote 444/02 da canela em pó da marca Kodilar, produzida pela M.W.A. Comércio de Produtos Alimentícios Ltda.
De acordo com a autarquia, os produtos da Microdose Life apresentam alegações terapêuticas irregulares.
"A Resolução 1.842/2026 destaca que os produtos são apresentados como se fossem suplementos alimentares, mas contêm ingredientes não permitidos nessa categoria. A rotulagem e a comunicação têm potencial de induzir o consumidor ao erro sobre a natureza, composição e finalidade dos produtos, além de trazer alegações terapêuticas irregulares", informou a Anvisa em nota.
Produtos de extrato de cogumelo
Confira a lista de itens considerados irregulares:
- Cogumelo Maitake – extrato em pó;
- Cogumelo Turkey Tail (Cauda de Peru) – extrato em pó;
- Cogumelo Chaga – extrato em pó;
- Cogumelo Reishi – extrato em pó;
- Cogumelo Cordyceps militaris – extrato em pó;
- Cogumelo Lion’s Mane (Juba de Leão) – extrato em pó;
- Cogumelo Lion’s Mane – extrato encapsulado;
- Cogumelo Maitake – extrato encapsulado;
- Cogumelo Tremella – extrato encapsulado;
- Cogumelo Chaga – extrato encapsulado;
- Cogumelo Reishi – extrato encapsulado;
- Cogumelo Cordyceps militaris – extrato encapsulado;
- Cogumelo Turkey Tail (Cauda de Peru);
- Cogumelo Cauda de Peru;
- Cogumelo Chaga – extrato líquido;
- Cogumelo Reishi – extrato líquido;
- Cogumelo Juba de Leão – extrato líquido;
- Cogumelo Cordyceps militaris – extrato líquido;
- Ultimate Blend – extrato líquido;
- Blend Human Pro – cápsulas;
- Blend Mind Pro – cápsulas;
- Blend Mood Pro – cápsulas.
Canela em pó
O recolhimento do lote 444/02 da canela em pó da marca Kodilar foi determinado após a detecção de pelo de roedor no produto, o que, segundo a Anvisa, o torna impróprio para o consumo humano.
"Laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias, Laboratório Central de Minas Gerais, apresentou resultados insatisfatórios quanto ao ensaio de pesquisa de matérias estranhas indicativas de risco à saúde humana (presença de pelo de roedor) e de falhas das Boas Práticas de Fabricação, com a identificação de fragmentos de pelos de mamíferos não identificados", informou a autarquia.
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