Vida e Saúde
Ressaca após o Carnaval: especialistas explicam quanto tempo dura e como aliviar os sintomas
Neurologistas detalham os efeitos do consumo de álcool e orientam sobre prevenção e alívio
Após uma noite de festas regada a bebidas alcoólicas, a ressaca do dia seguinte costuma ser inevitável para muitos foliões — e, frequentemente, acompanha promessas de não beber mais. Mas afinal, como a ressaca age no organismo, quanto tempo dura, quais são os sintomas mais comuns e o que a ciência recomenda para amenizá-la?
Por que temos ressaca e quais os sintomas mais comuns?
A ressaca, também chamada de síndrome de pós-intoxicação por álcool, é caracterizada por um conjunto de sintomas psicofisiológicos que surgem após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Entre os sintomas mais relatados estão mal-estar geral, dor de cabeça, fadiga, náusea, boca seca, sede, falta de apetite e alterações mentais, como dificuldade de concentração e déficit cognitivo.
De acordo com o neurocientista Li Li Min, professor titular e chefe do Departamento de Neurologia da FCM-Unicamp, o corpo tenta eliminar as substâncias tóxicas aumentando a diurese (urina em maior quantidade) ou provocando episódios de diarreia e vômitos. Já o neurologista Adalberto Studart Neto, com residência em Neurologia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, destaca que os sintomas mais frequentes são fadiga (67%), sede (57%) e dor de cabeça (32%).
Quanto tempo dura uma ressaca?
Em geral, os sintomas se manifestam entre seis e oito horas após o término do consumo excessivo de álcool e podem persistir por até 20 horas.
Quais bebidas geram ressacas mais intensas?
Segundo Neto, a intensidade da ressaca pode variar conforme o tipo de bebida alcoólica ingerida. Bebidas que contêm maior quantidade de impurezas tóxicas — como metanol, óleos fúseis, álcoois superiores e aldeídos — tendem a provocar ressacas mais severas. Exemplos incluem bourbon, uísque e tequila.
Existe uma quantidade ideal para evitar a ressaca?
Li Li Min explica que o organismo leva, em média, uma hora para metabolizar uma dose de álcool (cerca de dez gramas). O equivalente a uma dose corresponde a 300 ml de cerveja, 125 ml de vinho ou 40 ml de destilados. Recomenda-se que, em uma noite, homens não excedam cinco doses e mulheres, quatro doses, já que o metabolismo feminino é mais lento. O consumo rápido e em grande quantidade impede que o corpo metabolize o álcool adequadamente, aumentando o risco de intoxicação severa.
O que é bom para curar a ressaca?
Neto pontua que pesquisas recentes buscam métodos para prevenir e aliviar a ressaca, como o uso de medicamentos que aceleram o metabolismo do etanol. A eliminação mais rápida do etanol e do acetaldeído (produto da metabolização do álcool) pode reduzir a intensidade dos sintomas.
A ingestão de alimentos, especialmente os ricos em gordura, antes ou durante o consumo de álcool, retarda a absorção e diminui o pico de concentração sanguínea, suavizando os sintomas da ressaca.
Estudos também apontam a eficácia de extratos vegetais, como o ginseng, no alívio dos sintomas, ajudando a normalizar os níveis de glicose e a reduzir fadiga, tontura e dor de cabeça.
"Beber de novo" cura a ressaca?
Li Li Min faz um alerta sobre a prática:
— É basicamente tentar apagar o fogo com mais gasolina. Além disso, beber novamente pode aumentar a tolerância e favorecer o desenvolvimento da dependência, o que é extremamente prejudicial à saúde.
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