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Juíza dos EUA aprova acordo da Paramount com 12 estados e libera fusão com a Warner
Aprovada a megafusão avaliada em US$ 81 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Discovery.
Uma juíza federal aprovou o acordo da Paramount com 12 estados americanos que processaram a empresa para tentar barrar a compra da Warner Bros. Discovery, abrindo caminho para a conclusão da megafusão avaliada em US$ 81 bilhões. As companhias agora esperam finalizar o negócio em 6 de outubro.
Em decisão publicada na quarta-feira, 30, a juíza distrital Araceli Martínez-Olguín considerou que o decreto de consentimento proposto foi uma abordagem "justa, razoável e de boa-fé" para lidar com danos concorrenciais alegados na ação. A Paramount - adquirida pela Skydance no ano passado - vinha tratando o processo antitruste como o último grande obstáculo para fechar a fusão.
Pouco depois da decisão, a Paramount anunciou que Ynon Kreiz, atual CEO da Mattel, deve se juntar à empresa como co-CEO ao lado de David Ellison. Em nota, Ellison disse que a união com a Warner representa um "momento transformador" para o setor e afirmou que a liderança pretende construir um grupo "orientado a criadores", com foco em tecnologia e escala global.
A combinação reunirá dois dos cinco estúdios tradicionais restantes em Hollywood e colocará sob o mesmo grupo ativos como HBO Max, redes a cabo como a CNN, além da CBS e o streaming Paramount+. Críticos afirmam que a operação concentra ainda mais poder em uma indústria já dominada por poucos gigantes.
A disputa antitruste se intensificou em julho, quando procuradores-gerais de 12 estados - liderados pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta - entraram com ação para bloquear a fusão, alegando que ela "extinguiria a concorrência" e reduziria opções para consumidores, especialmente em cinemas e TV a cabo. Na semana passada, os estados concordaram em encerrar o processo em troca de compromissos da Paramount, incluindo: aumentar a produção de filmes nos EUA nos próximos cinco anos; destinar dezenas de milhões de dólares a um fundo para trabalhadores afetados; e criar um mecanismo de monitoramento editorial para CNN e CBS.
A juíza inicialmente evitou aprovar os termos de imediato e disse em audiência que o tribunal não é um "carimbo automático". Ela abriu espaço para críticas externas - como as da coalizão Block The Merger e da LULAC - e pediu respostas a questionamentos do senador democrata Cory Booker. No fim, porém, concluiu que o desejo de termos mais rígidos não configura violação legal que permita rejeitar o acordo.
Ainda assim, a Paramount assumiu metas como elevar gastos com produção de filmes nos EUA em ao menos US$ 1,5 bilhão em cinco anos e cumprir um volume mínimo de lançamentos nos cinemas. Pelo acordo, a empresa deve distribuir 30 filmes por ano nos próximos dois anos e 32 por ano nos três anos seguintes, com a exigência de que apenas metade seja produzida ou coproduzida pelo grupo. Se descumprir, poderá ser obrigada a se desfazer da Miramax e pagar US$ 30 milhões por filme não entregue para fundos de saúde e aposentadoria ligados ao sindicato de roteiristas e outras entidades. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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