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Lua hoje: veja qual é a fase lunar desta segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Período atual ocorre poucos dias após um eclipse parcial profundo que pôde ser acompanhado em todo o Brasil

EdiCase 31/08/2026
Lua hoje: veja qual é a fase lunar desta segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Eclipse lunar observado em 28 de agosto de 2026, visível em todo o Brasil.

A Lua está na fase Cheia nesta segunda-feira, 31 de agosto, conforme o calendário do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O fenômeno teve início em 28 de agosto, às 01h19. No entanto, com o passar dos dias, o astro está se aproximando da fase Minguante, que acontecerá em 4 de setembro, às 04h52.

A Lua Cheia acontece quando o Sol, a Terra e a Lua ficam aproximadamente alinhados, com o nosso planeta situado entre os outros dois corpos celestes. Dessa configuração resulta uma das maiores áreas iluminadas do hemisfério lunar voltado para a Terra, fazendo com que o astro pareça um círculo brilhante no céu.

Por que a Lua Cheia chama tanta atenção?

Com praticamente todo o disco visível recebendo iluminação direta, essa configuração é uma das mais marcantes para quem observa o céu sem equipamentos. O brilho pode variar conforme as condições atmosféricas, a presença de nuvens e a quantidade de luz artificial no local.

A percepção do tamanho também pode mudar dependendo da posição no horizonte. Quando está próxima de construções, árvores ou outros elementos da paisagem, ela pode parecer maior do que quando está elevada no céu. O efeito é conhecido como ilusão lunar e está relacionado à forma como o cérebro interpreta objetos celestes em comparação com referências terrestres.

Eclipse lunar ocorreu na madrugada de 28 de agosto e foi observado em todo o Brasil (Imagem: Ghadz | Shutterstock)

Lua Cheia coincidiu com eclipse lunar em agosto

A Lua Cheia deste mês aconteceu juntamente com um eclipse lunar parcial, observado entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto. O fenômeno aconteceu quando o astro atravessou a sombra projetada pela Terra, depois que os três corpos celestes ficaram em uma configuração favorável.

O ponto máximo ocorreu às 01h13 de 28 de agosto, pelo horário de Brasília. Naquele momento, cerca de 96,2% do disco lunar estava dentro da umbra, a região central e mais escura da sombra terrestre. Por ter deixado uma pequena parcela fora dessa região, o evento foi classificado como parcial.

O fenômeno não acontece em toda Lua Cheia porque a órbita lunar possui uma inclinação em relação ao plano em que a Terra gira ao redor do Sol. Para ocorrer um eclipse, o alinhamento precisa acontecer próximo aos pontos em que essas duas trajetórias se cruzam.

Durante um eclipse lunar profundo, o disco pode adquirir tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. Isso ocorre porque a luz solar que atravessa a atmosfera terrestre é desviada em direção ao satélite. Nesse percurso, a atmosfera espalha com mais facilidade as componentes azuladas da luz. Já os tons vermelhos conseguem atravessar esse caminho e alcançar a superfície lunar. O resultado é uma coloração que pode lembrar as tonalidades vistas no céu durante o nascer ou o pôr do sol.

O que será possível observar nos próximos dias?

A aparência do disco continuará mudando gradualmente conforme a Lua avança pelo seu ciclo. Nesta segunda-feira, ela ainda está próxima do aspecto arredondado associado à Lua Cheia, mas a quantidade de área iluminada começará a diminuir até a próxima etapa. A Lua Minguante chegará em 4 de setembro, às 04h52. Depois disso, a superfície visível e iluminada continuará diminuindo até a Lua Nova, dando início a uma nova sequência de fases.

Para observar essas transformações, não é necessário utilizar instrumentos astronômicos. A olho nu já é possível acompanhar a alteração do formato aparente noite após noite. Binóculos e telescópios podem revelar detalhes adicionais do relevo lunar, principalmente nas regiões próximas à linha que separa as áreas claras e escuras.